O Caso Dantas e o habeas corpus da ONU4 de ago. de 2008
Dantas tem mais poder do que a ONU
O Caso Dantas e o habeas corpus da ONU2 de ago. de 2008
Abominável exame da OAB
VASCO VASCONCELOS (Brasília, DF)
1 de ago. de 2008
Excesso de prisão
"Por menor que seja a privação da liberdade, ela representa hoje a ruptura com o trabalho, com a família, com o meio social, sendo certo que, pelo simples fato de ter uma mácula em seu antecedente (basta um simples inquérito policial), esse cerceamento da liberdade já representa um obstáculo à readaptação."
31 de jul. de 2008
Notícia do genocídio
Ao ser instigado pela reação de sua declaração, que a participantes do debate consideraram "forte", Beltrame reafirmou a declaração mas disse ter sido mal interpretado. "O que é forte é uma mãe transitar com seu filho na rua e ter que passar por pessoas com granadas e fuzis. Durante décadas, o Rio de Janeiro foi criado com isso. Foi isso que quis dizer".
"[O Rio vive] uma cultura [da violência] que o marginal traz do ventre da sua mãe", declarou o secretário, após chamar a atenção para as especificidades dos criminosos do Rio, ao responder uma comparação entre índices de criminalidade no Rio e em São Paulo.
"Eu morei em São Paulo e vi de fato os investimentos em segurança pública, e hoje vemos os resultados. Mas São Paulo não é o Rio, assim como Bogotá também não é o Rio. São Paulo não tem o fenômeno das facções criminosas do Rio, que tem três delas e mais a milícia. São Paulo também não tem a geografia e o caldo cultural do Rio", disse o secretário.
"E São Paulo tem mais que o dobro da população do Rio e o dobro de policiais", disse a pesquisadora, que ressaltou ainda o aumento do número de pessoas mortas pela polícia --os chamados autos de resistência.
"Nos Estados Unidos, que são conhecidos por uma polícia que não costuma respeitar os direitos humanos, a média é de 300 casos por ano no país todo", afirmou Lemgruber.
Embora reconheça o aumento crescente desse delito, o secretário de Segurança anunciou que, nos próximos meses, haverá tendência de queda nos casos de autos de resistência.
"Há uma série de medidas. Grupamentos que ficam mais próximos de locais de confronto estão se distanciando mais, estamos adotando treinamento constante e há preleções diárias nos batalhões. Há comandantes que vão em todas as trocas de turno para falar com os policiais", disse Beltrame.
Matar, pode!
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, mandou soltar três deputados estaduais de Alagoas que estavam presos temporariamente havia 19 dias sob suspeita de participação em crimes de pistolagem.Antes de chegar ao Supremo, outros pedidos de habeas corpus dos deputados Antônio Albuquerque (sem partido), Cícero Ferro (PMN) e João Beltrão (PMN) haviam sido negados pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) e pelo Tribunal de Justiça de Alagoas.
30 de jul. de 2008
Abaixo o art. 331 do CP
Atendimento ao cliente terá regras mais rígidas
União proibirá espera maior que 2 minutos em call center
Mudança atingirá bancos, planos de saúde, aviação e água, entre outros setores. Empresa ficará obrigada a cancelar o serviço assim que solicitado e terá cinco dias úteis para responder à demanda do cliente
29 de jul. de 2008
Mais fotos do Congresso das Apacs
O grupo ENCANTADORES DE HISTÓRIAS, formado por recuperandos, ex-recuperandos e voluntários da Apac de Itaúna
Eu com recuperandas e recuperandos de Itaúna
HISTÓRICOA primeira APAC foi criada em 1973 em São José dos Campos, São Paulo, pelo advogado e escritor Mário Ottoboni. Em seguida, o Estado de Minas Gerais copiou o modelo e implementou uma unidade na cidade de Itaúna, a 80Km da capital Belo Horizonte. Atualmente a APAC de Itaúna é referência nacional no trabalho de reintegração social de ex-detentos e tratamento humanitário a prisioneiros. Além dela, outras 21 unidades carcerárias já seguem a metodologia APAC em Minas e a expectativa dos coordenadores do programa é que esse número cresça para 30 até o ano de 2009.
27 de jul. de 2008
Polícia mata três a cada 48 horas
Renata Mariz
A cada 48 horas, três pessoas são assassinadas por policiais no Brasil. Um total de 46 mortes por mês ou 560 anualmente, de acordo com levantamento feito pelo Ministério da Saúde a pedido do Estado de Minas.
O terror do extermínio comandado pelos homens fardados, entretanto, é muito maior. Isso porque os números oficiais sofrem de um mal freqüente no setor da segurança pública: a subnotificação. “É impossível identificar a totalidade dos casos, nem todos os estados informam, as metodologias de notificação variam”, explica Cristina Neme, pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência, ligado à Universidade de São Paulo. Os números apresentados pelo Ministério da Saúde foram extraídos da base de dados mais atualizada da pasta, o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), referente ao ano de 2006. A região com o maior índice de mortes provocadas pela polícia é a Sudeste, que registrou 490 assassinatos de civis. Famoso pela corporação que mais mata no mundo, o Rio de Janeiro respondeu por 290 ocorrências. Um pouco atrás, São Paulo fez 198 notificações. Juntos, os dois estados reúnem quase 90% dos registros nacionais daquele período. Embora tenham as estatísticas mais assustadoras do país, menos de 1% das ocorrências de morte em ações policiais realizadas no Rio e em São Paulo chegam aos tribunais, segundo relatório da Anistia Internacional.
“A impunidade começa antes mesmo do ato de matar”, diz Sandra Carvalho, diretora da organização não-governamental Justiça Global, uma das mais atuantes do país na defesa dos direitos humanos. Para ela, a formação militarizada do policial, a falta de órgãos de controle e o grau de corporativismo nas investigações em que há policiais suspeitos contribuem para que as punições quase nunca aconteçam. “Falta independência às ouvidorias, corregedorias e órgãos de perícia. Sempre que há mortos em operações policiais, os corpos são removidos antes que os investigadores cheguem, os laudos de pólvora simplesmente não são feitos, provas somem do inquérito”, afirma Sandra.
Um caso que se tornou emblemático é o de Wallace de Almeida, 18 anos, negro, que servia o Exército como recruta. Em 1998, o garoto foi morto em frente à sua casa, no Morro da Babilônia, Rio de Janeiro. Revoltada com a lentidão da polícia, que não finalizou a investigação até hoje, a família do jovem apelou aos organismos internacionais. O caso está sob análise da Corte Interamericana de Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos (OEA). É provável que o organismo receba mais uma reclamação brasileira de execução pela polícia, emperrada nos meandros investigativos. Trata-se do episódio conhecido como Chacina do Parque Bristol, quando três jovens foram assassinados, em meio a semana de horror provocada pela facção Primeiro Comando da Capital (PCC), entre 12 e 19 de maio de 2006, em São Paulo. A única testemunha das execuções, o estudante Fernando Elza, 22 anos, acabou sendo morto sete meses depois da chacina e poucos dias antes da data marcada para o primeiro depoimento sobre o caso. AMEAÇAS “Além de enfrentar a resistência da polícia em investigar e punir seus pares, as famílias das vítimas que lutam por justiça sofrem ameaças, são perseguidas e muitas vezes assassinadas”, lamenta Eloísa Machado, advogada da organização Conectas Direitos Humanos.
Gilvan Mundim, pai do estudante Marllos Jankel Mundim, 17 anos, conseguiu a condenação judicial do policial militar que matou seu filho em 2000, no Distrito Federal, com um tiro nas costas. O ex-cabo Pedro Ferreira Pedrosa pegou 17 anos de prisão. Mas a dor de Gilvan, hoje com 47 anos, não tem fim. “A justiça seria feita se ele pudesse devolver meu filho. Mas isso ele nunca vai poder fazer”, lamenta.
"Sempre que há mortos em operações policiais, os corpos são removidos antes que os investigadores cheguem." Sandra Carvalho, diretora da ONG Justiça Global
Fonte: jornal Estado de Minas, caderno Nacional, 27/7/08
Leia mais: Pelo fim da violência policial
25 de jul. de 2008
O Estado assassino

Editorial
O remédio da política de segurança do estado do Rio de Janeiro amargou
No dia 29 de junho, o jornal O Globo publicou uma pequena notícia sobre um protesto na Avenida Brasil. O leitor desatento seguramente não deu importância à foto que mostrava pessoas sem camisa no meio da pista. Eram moradores da favela do Muquiço, em Guadalupe, subúrbio do Rio de Janeiro, onde, um dia antes, Ramon Fernandes da Silva, de apenas 6 anos, havia sido morto em ação policial.
Desembargadora Jane
A Desembargadora do STJ, Jane Ribeiro Silva, foi um dos destaques do 6º Congresso das Apacs, com sua palestra "Apac - Ato de Justiça e Caridade", na qual expressou seu encantamento com a Justiça Restaurativa (substituir o castigo pela conscientização, permitir que a rigidez processual dê lugar ao diálogo e à mediação e estimular o poder público, empresas, escolas e igrejas a agir em conjunto, auxiliando na consecução de acordos de bom comportamento com autores de crimes como lesão corporal e pequenos furtos). Leia mais sobre Justiça Restaurativa
23 de jul. de 2008
6º Congresso Nacional das Apacs
Voluntários da Apac de Leopoldina/MG com o criador do método apaqueano, Dr. Mário Ottoboni, após a palestra "Apac - Um Projeto a Serviço da Vida"
Coral da Apac de Nova Lima/MG

22 de jul. de 2008
Moradores reagem à barbárie policial
Segundo testemunha, tiro foi disparado por um PM; revoltados, moradores queimaram delegacia, posto policial e a Câmara Municipal. Os nove presos que estavam na delegacia de Igarapé do Meio foram soltos; policial suspeito de ter atirado na menina de nove anos fugiu.
21 de jul. de 2008
Ministro dá língua pro povo...
A face oculta do Judiciário 15 de jul. de 2008
14 de jul. de 2008
Pelo veto ao projeto de cibercrimes
ESTA PETIÇÃO AGORA É DIRECIONADA À CAMARA DOS DEPUTADOS - Na noite de 09/07 o Senado aprovou o projeto de forma velada, pegando a todos nós de surpresa. Desta forma temos de dar uma resposta à altura coletando o máximo de assinaturas possível dentre outras ações que estão sendo desenvolvidas. Não podemos desistir de exercer nosso direito à democracia.
Querem censurar a Internet no Brasil. Pela livre circulação de idéias no ciberespaço, vamos assinar a petição.
http://www.petitiononline.com/veto2008/petition.html
Notícias macabras
Impeachment do ministro
Leia completo. Está no Bodega Cultural
13 de jul. de 2008
Adeus às armas!
Se acharmos que vivemos em uma guerra, vale dar tiro que mata inocente, que atravessa parede. Vale metralhar carro parado.
Apelo de uma presa grávida
(24 anos)
Me encontro presa no artigo 155 do código penal, cometi um furto e estou presa há quase quatro meses, sem resposta nenhuma da justiça.
Venho através do jornal Recomeço pedir à sociedade uma segunda oportunidade, pois resido em Juiz de Fora e estou sem amparo nenhum neste lugar, passando por muitos momentos ruins.
Sei que errei, mas peço ao Senhor Meritíssimo Juiz que me conceda uma nova chance para eu cuidar de minha filha que tem seis anos e da minha gravidez.
Que Deus abençoe a todos.
12 de jul. de 2008
CARTA DE REPÚDIO DOS PROCURADORES
Procuradores divulgam carta de repúdio a habeas corpus concedido por Gilmar Mendes
11/7/2008
11 de jul. de 2008
Bendita Geni!
José Mariano Beltrame, secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, ofende Geni, a personagem mais querida que Chico Buarque nos presenteou. Das loucas, dos lazarentos.
Ela é um poço de bondade
E é por isso que a cidade
Vive sempre a repetir
Joga pedra na Geni
Joga pedra na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir.
Jack London
'Os rejeitados e os inúteis! Os miseráveis, os humilhados, os esquecidos, todos morrendo no matadouro social. Os frutos da prostituição – prostituição de homens e mulheres e crianças, de carne e osso, e fulgor de espírito; enfim, os frutos da prostituição do trabalho. Se isso é o melhor que a civilização pode fazer pelos humanos, então nos dêem a selvageria nua e crua. Bem melhor ser um povo das vastidões e do deserto, das tocas e cavernas, do que ser um povo da máquina e do Abismo'.
10 de jul. de 2008
Roberto Lyra
9 de jul. de 2008
Polícia para matar
Polícia do Rio é a que mais mata no mundo
Corra que a polícia vem aí
8 de jul. de 2008
A indústria das indenizações
Constatem o quanto a própria justiça é parceira da corrupção e dos abusos neste país. Uma funcionária da Infraero demitida por justa causa volta ao trabalho por determinação judicial emitida pelo Tribunal Regional do Trabalho e ainda foi indenizada em R$ 900 mil.
Não há o mínimo respeito pelo contribuinte. Sustentamos funcionários relapsos, incompetentes, corruptos e ainda indenizamos quando a empresa pública toma alguma medida. Leiam notícia da Folha de São Paulo de hoje (caderno Brasil):
Tribunal reintegra e indeniza servidora afastada após recomendação do CGU
FERNANDA ODILLA
7 de jul. de 2008
Polícia mata menino de 4 anos
Polícia metralha carro com família dentro. A mãe implora por piedade para salvar o filho, mas 15 tiros atingem o carro, matando o menino.
Venho há anos lutando contra a violência do estado, em todas as suas instituições, violência esta mais letal, óbvio, quando se trata da polícia. Ela tem matado à vontade, a mando de seus comandantes e governadores que, nessa hora, vão à imprensa "pedir desculpas". Eu tenho nojo dessa desculpa que vem depois de algum dos milhares de assassinados pela polícia neste país.
Lembram-se quando aquele comandante da polícia do Rio declarou cinicamente na imprensa que eles eram os melhores inseticidas contra a dengue, ou seja que matam pessoas como matam mosquitos? Foi a este ponto que chegamos. E a sociedade aplaude. Postei aqui no blog a declaração do fascínora e não houve um comentário de protesto.
Mas se você, leitor, entrar num blog sobre política(cagem), futebol, mulher pelada, falar do Bush, campanha contra o cigarro, defesa da Amazônia, pregação a favor da menoridade penal, etc, vai deparar com até dezenas de mensagens enfáticas sobre essas bestagens todas. (Incluo aí a defesa da Amazônia, porque todo mundo quer preservar a floresta lá longe, mas não cuidam de uma árvore na sua cidade).
Nossas cidades viraram um filme de faroeste. É claro que a polícia adora sair atirando. Primeiro que já é da sua formação, segundo que agrada à sociedade que lê jornais e tem acesso á internet (porque julgam que eles só vão matar pobres e negros) e terceiro que não são responsabilizados, nem julgados. Se, por um acaso do destino, forem levados aos tribunais viciados do país é só declarar que foi uma "troca de tiros com marginais". Pronto: estão absolvidos. No máximo são afastados da corporação para continuar cometendo os crimes que aprenderam com orientação do estado.
Leia mais
São assassinos, isso não é polícia
Entrevista com o secretário de segurança do Rio (vídeo)
É hora, mais uma vez, de lembrar o aviso de Brecht:
É PRECISO AGIR
Bertold Brecht (1898-1956)Primeiro levaram os comunistas
Mas não me importei com isso
Eu não era comunista
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os sindicalistas
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou sindicalista
Depois agarraram uns sacerdotes
Mas como não sou religioso
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
6 de jul. de 2008
País órfão de justiça
As conversas são feitas com tamanha desenvoltura que mostram que não há medo de que o crime possa ser desvendado ou, no caso de ser, de que a justiça seja feita
Baptista Chagas de Almeida - baptista.almeida@uai.com.br
4 de jul. de 2008
ALIENAÇÃO COVARDE
"Hoje, não consigo compreender a NOSSA ALIENAÇÃO COVARDE com que acontece no Rio de Janeiro (para só falar do “meu” estado). Confesso tenho ficado perplexa com as “coisas” que têm mobilizado as pessoas nas listas e fora delas, e não a política de segurança que conta com apoio do Lula. E o que nos têm mobilizado não “engana" ninguém, só a nos mesmos. Por isso o resultado concreto, ou seja, o encaminhamento político para equacionar nossas demandas (cada vez mais particulares e restritas a grupos), é vergonhoso.
Não é sem propósito que Verissimo quer compreender - também perplexo - por que A Igreja Renascer em Cristo de um lado e a Parada Gay de outro conseguem arregimentar milhões, e outros grupos não. Umas das respostas possíveis é que ambas geram lucro. Vejam a barbaridade da vez no Morro da Previdência. O que me chama a atenção são os protagonistas (e a aliança perversa entre eles)..."
Josué de Castro
APACs contra a violência
2 de jul. de 2008
O exemplo do juiz de Goiás
GTNM atacado
Mais uma vez o sitio do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ é atacado

