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25 de jul de 2011

Lei antidrogas aumenta lotação carcerária

Nova legislação aumentou prisões no país, mas deveria resultar em penas comunitárias, afirmam especialistas
Número de pessoas presas por tráfico cresce 118% entre 2006 e o ano passado, segundo dados do governo federal
MARIO CESAR CARVALHO

O estivador M.V, 19, foi condenado a seis anos de prisão na última terça-feira por ter sido apanhado com 25 gramas de maconha em Angra dos Reis (RJ). Réu primário, vai cumprir pena em Bangu, no Rio, um dos piores presídios do país.

O estudante R. T., 21, ficou dois anos preso em Porto Alegre (RS) por carregar 100 gramas de maconha. Após uma série de recursos, os juízes chegaram à conclusão de que não era traficante -e o mandaram para casa.
Os casos são exemplos extremos da lei que deveria acabar com a pena de prisão para usuários de maconha.
Às vésperas de completar cinco anos, no próximo mês, a lei provocou o efeito contrário ao previsto: é a responsável pela superlotação de presídios, dizem especialistas.

A ideia original era que usuários fossem encaminhados para prestar serviços comunitários ou para assistir palestras sobre drogas -a internação compulsória é vetada no Brasil.

Entre 2006 e 2010, a população carcerária cresceu 37%, segundo o Depen (Departamento Penitenciário Nacional), do Ministério da Justiça. O índice equivale a mais de dez vezes a proporção de aumento da população no período (2,5%).

O número dos presos por tráfico no país saltou de 39.700 para 86.591 entre 2006 e 2010-um aumento de 118%, segundo o Depen.

Em todo o país, havia no ano passado 496.251 presos.
ENCARCERAMENTO

O tráfico aumentou nesses cinco anos, mas a explosão de prisões é resultado da mudança da lei, segundo Luciana Boiteux, professora de direito da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Há duas razões para explicar o aumento, segundo ela: a pena mínima para traficantes cresceu de três para cinco anos e os juízes estão condenando usuários como traficantes. "A lei deixou um poder muito grande na mão de policiais e juízes, e eles têm sido muito conservadores".

Pesquisa feita no Rio e em Brasília pela UFRJ confirma, segundo ela, a tese de que os que vão para a prisão são bagrinhos. No Rio, 66,4% dos condenados por tráfico são réus primários, segundo análise feita em processos de 2008 e 2009. Em Brasília, esse índice chega a 38%.

"Do ponto de vista carcerário, essa lei é um desastre", afirma Marcelo Mayora, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Um dos problemas da lei, na visão dele, é que não há limites mínimos para caracterizar tráfico, como ocorre na Espanha.

Lá, até 50 gramas de haxixe, não há pena. De 50 gramas a um quilo, é tráfico simples. A pena só fica mais grave quando quantidade vai de um a 2,5 quilos.


O governo reconhece que a lei é mal aplicada e diz que vai dar cursos para 15 mil juízes e promotores para tentar melhorar o uso da legislação.

Juízes encarregados de aplicar a lei rechaçam a pecha de conservadores e a ideia de uma tabela para caracterizar tráfico.

"É normal que juízes tenham critérios diferentes", diz Roberto Barcellos, presidente da Escola Nacional da Magistratura, pela qual já passaram 18 mil juízes. Segundo ele, a lei é boa porque tirou do horizonte a ideia de que punir é prender.

23 de jul de 2011

Diretor de escola pública dá soco em aluno



Em menos de uma semana, a cidade de Cariacica, no Espírito Santo, assiste à agressão de um aluno da rede pública de ensino, desta vez por parte de um diretor de escola. Leia no site do movimento COEP.
A escola brasileira está totalmente à vontade para agredir seus alunos carentes, pois a sociedade o permite. A demonização do aluno e a santificação do profissional da educação, apoiadas pela mídia, provocam essa aberração nacional.

Publicado no EducaFórum

21 de jul de 2011

Professor de jiu-jitsu agride aluno dentro de escola no Espírito Santo

Assista ao vídeo no telejornal da Globo HOJE

Atente para o comentário patético do apresentador Aparício Costa ao tentar justificar a atitude covarde do professor: " o professor chamou atenção, foi agredido e bateu também".
Simples assim, considera o apresentador da Globo. O nome disso, Aparício, é COVARDIA, o mais nojento dos crimes humanos.

Justiça manda prender PMs acusados de executar Juan

Além das mortes de Juan e de Igor de Souza Afonso, eles vão responder pela tentativa de matar outras duas pessoas

Agência Estado - 21/07/2011

A Justiça decretou na quarta-feira (20) a prisão temporária, por 30 dias, dos quatro policiais militares suspeitos de envolvimento na morte do menino Juan, de 11 anos, em Nova Iguaçu (RJ). A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense concluiu que, no dia 20 de junho, o estudante foi executado pelos sargentos Isaías Souza do Carmo e Ubirani Soares e pelos cabos Edilberto Barros do Nascimento e Rubens da Silva em operação forjada - na qual não houve troca de tiros com criminosos - na Favela Danon.
Os mandados de prisão foram expedidos pelo juiz Márcio Alexandre Pacheco da Silva, do 4º Tribunal do Júri de Nova Iguaçu. O Ministério Público do Rio acusa os PMs de dois homicídios duplamente qualificados, duas tentativas de homicídio e ocultação de cadáver. A perícia da Polícia Civil derrubou a versão de tiroteio dos sargentos e dos cabos. Além das mortes de Juan e de Igor de Souza Afonso, de 17 anos, eles vão responder pela tentativa de matar o irmão do estudante, de 14, e um vendedor, de 19 anos. Baleados, ambos estão em um programa estadual de proteção de testemunhas.

"Todos os tiros foram de fuzil. Testemunhas disseram ter ouvido rajadas. Isso comprova que não houve disparo de qualquer outra arma", disse Ricardo Barboza, titular da Delegacia de Homicídios da Baixada. O diretor de Polícia Técnica e Científica, Sérgio Henriques, revelou que não foram encontrados indícios de disparos por parte de criminosos. Segundo ele, as cinco cápsulas deflagradas na cena do crime eram de fuzil 7.62, o mesmo calibre usado pelos PMs, que dispararam pelo menos 30 vezes.
O advogado dos policiais, Edson Ferreira, disse que não comentaria o caso nem se pronunciaria sobre o resultado da perícia. Os quatro acusados negam a participação na morte de Juan. No registro de ocorrência, os PMs apresentaram drogas e uma arma com quatro cápsulas intactas, que seriam dos baleados. Os quatro envolvidos já participaram de 36 autos de resistência (mortes de criminosos em confronto com policiais).
Fonte: jornal Hoje em Dia

19 de jul de 2011

Estudar e cumprir pena

A nova lei de remissão de pena por estudo ou por trabalho traz inovações que são passos importantes para descongestionar e humanizar nossos estabelecimentos penais

Herbert Carneiro - Desembargador da 4ª Câmara Criminal do TJMG

Demorou, mas chegou e valeu a pena. Depois de longa tramitação no Congresso Nacional, finalmente foi sancionada a Lei nº 12.433, de 29 de junho de 2011, que alterou a Lei nº 7.210/84 (Lei de Execução Penal - LEP), para dispor sobre a remição do tempo de execução da pena por estudo ou por trabalho. Foram mais de 25 projetos sobre o mesmo tema, com algumas diferenças pontuais entre eles, prescrevendo, especificamente o texto legal sancionado, a possibilidade do condenado que cumpre pena em regime fechado, semiaberto ou aberto, remir um dia de pena a cada 12 (doze) horas de frequência escolar, divididas, no mínimo, em três dias.

A lei era aguardada com grande expectativa, considerando que, à míngua de previsão legal, a admissibilidade ou não da remissão por estudo ficava a critério de interpretação judicial, sendo que, em alguns casos, condenados em situações idênticas experimentavam decisões diferenciadas, com alguns remindo pena pelo estudo e outros não, o que importava em evidente violação de direitos de presos em igualdade de condições. Agora, é possível remir a pena pelo estudo, desde que preenchidos requisitos legais. Merece destaque o amplo conceito de estudo introduzido pela nova lei – que por certo alcançará um expressivo número de cidadãos condenados –, traduzido literalmente na frequência escolar de atividade de ensino fundamental, médio, inclusive profissionalizante, ou superior, ou ainda de requalificação profissional. E mais, para facilitar o alcance do benefício, o legislador, com muita sabedoria, prescreveu que as atividades de estudo poderão ser desenvolvidas de forma presencial ou por metodologia de ensino a distância, esta especialmente focada no acentuado número de presos condenados que se acham inadequadamente acautelados no país, sem a mínima condição de acesso a uma sala de aula.
Mas as inovações legislativas não pararam por aí, cabendo registrar a clareza da nova lei em permitir a cumulatividade dos casos de remissão, por trabalho e estudo, desde que compatíveis as atividades e executadas em horários distintos. O texto da lei não deixa margem para dúvidas, nesse particular. Importante incentivo também é dado, ao condenado, na previsão do acréscimo de um terço no tempo a remir para o caso de conclusão do ensino fundamental, médio ou superior. A necessidade de certificação do estudo, por certo, não representará obstáculo ao reconhecimento do benefício, considerando o alto interesse da administração penitenciária em estabelecer parcerias com os órgãos competentes do sistema de educação, a fim de viabilizar o estudo regular para o maior número de presos do país.

E ainda, de modo a beneficiar mais o condenado, o legislador deu nova redação ao artigo 127 da LEP, para prever, na hipótese de falta grave, a possibilidade de revogação de até um terço do tempo remido (antes a perda deste tempo era total), recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar. Outra alteração importante, ressai do novo artigo 128 da LEP: o tempo remido será computado como pena cumprida, para todos os efeitos. Com esses registros, visíveis os enormes avanços trazidos pela Lei 12.433/11, demonstra o compromisso do legislador com o aprimoramento do sistema penitenciário, a despeito de todas as dificuldades postas no cumprimento das leis penais.
Por derradeiro, oportuno frisar – como já feito noutra oportunidade – que a educação do preso não passa somente pelo cumprimento do novo texto legal citado, mas, fundamentalmente, pela concepção de uma educação em regime de privação de liberdade assentada em alguns importantes e necessários parâmetros, a serem alcançados: configurar unidades prisionais como estabelecimentos de ensino; dotar as unidades prisionais de projetos pedagógicos; subordinar, como regra geral, a educação de pessoas presas como atribuição dos sistemas estaduais e municipais de ensino; dotar as unidades prisionais de profissionais docentes especificamente qualificados para a tarefa; divulgar e incentivar a aplicação da lei que trata da remissão pelo estudo; subordinar a remissão pelo estudo à consecução dos objetivos próprios da educação. Feito isso, importante passo estará sendo dado para descongestionar e humanizar nossos estabelecimentos penais, marco de uma política criminal racional e consentânea com as realidades de nossos tempos.

Publicado no jornal Estado de Minas

17 de jul de 2011

"CAÍ NO MUNDO E NÃO SEI COMO VOLTAR"

Eduardo Galeano - Jornalista e escritor uruguaio

O que acontece comigo é que não consigo andar pelo mundo pegando coisas e trocando-as pelo modelo seguinte só por que alguém adicionou uma nova função ou a diminuiu um pouco…

Não faz muito, com minha mulher, lavávamos as fraldas dos filhos, pendurávamos na corda junto com outras roupinhas, passávamos, dobrávamos e as preparávamos para que voltassem a serem sujadas.

E eles, nossos nenês, apenas cresceram e tiveram seus próprios filhos se encarregaram de atirar tudo fora, incluindo as fraldas. Se entregaram, inescrupulosamente, às descartáveis!

Sim, já sei. À nossa geração sempre foi difícil jogar fora. Nem os defeituosos conseguíamos descartar! E, assim, andamos pelas ruas, guardando o muco no lenço de tecido, de bolso.

Nããão! Eu não digo que isto era melhor. O que digo é que, em algum momento, me distraí, caí do mundo e, agora, não sei por onde se volta.

O mais provável é que o de agora esteja bem, isto não discuto. O que acontece é que não consigo trocar os instrumentos musicais uma vez por ano, o celular a cada três meses ou o monitor do computador por todas as novidades.

Guardo os copos descartáveis! Lavo as luvas de látex que eram para usar uma só vez.

Os talheres de plástico convivem com os de aço inoxidável na gaveta dos talheres! É que venho de um tempo em que as coisas eram compradas para toda a vida!

É mais! Se compravam para a vida dos que vinham depois! A gente herdava relógios de parede, jogos de copas, vasilhas e até bacias de louça.

E acontece que em nosso, nem tão longo matrimônio, tivemos mais cozinhas do que as que haviam em todo o bairro em minha infância, e trocamos de refrigerador três vezes.

Nos estão incomodando! Eu descobri! Fazem de propósito! Tudo se lasca, se gasta, se oxida, se quebra ou se consome em pouco tempo para que possamos trocar.

Nada se arruma. O obsoleto é de fábrica.

Aonde estão os sapateiros fazendo meia-solas dos tênis Nike? Alguém viu algum colchoeiro encordoando colchões, casa por casa? Quem arruma as facas elétricas? o afiador ou o eletricista? Haverá teflon para os funileiros ou assentos de aviões para os talabarteiros?

Tudo se joga fora, tudo se descarta e, entretanto, produzimos mais e mais e mais lixo. Outro dia, li que se produziu mais lixo nos últimos 40 anos que em toda a história da humanidade.

Quem tem menos de 30 anos não vai acreditar: quando eu era pequeno, pela minha casa não passava o caminhão que recolhe o lixo! Eu juro! E tenho menos de ... anos! Todos os descartáveis eram orgânicos e iam parar no galinheiro, aos patos ou aos coelhos (e não estou falando do século XVII). Não existia o plástico, nem o nylon. A borracha só víamos nas rodas dos autos e, as que não estavam rodando, as queimávamos na Festa de São João. Os poucos descartáveis que não eram comidos pelos animais, serviam de adubo ou se queimava..

Desse tempo venho eu. E não que tenha sido melhor.... É que não é fácil para uma pobre pessoa, que educaram com "guarde e guarde que alguma vez pode servir para alguma coisa", mudar para o "compre e jogue fora que já vem um novo modelo".

Troca-se de carro a cada 3 anos, no máximo, por que, caso contrário, és um pobretão. Ainda que o carro que tenhas esteja em bom estado... E precisamos viver endividados, eternamente, para pagar o novo!!! Mas... por amor de Deus!

Minha cabeça não resiste tanto. Agora, meus parentes e os filhos de meus amigos não só trocam de celular uma vez por semana, como, além disto, trocam o número, o endereço eletrônico e, até, o endereço real.

E a mim que me prepararam para viver com o mesmo número, a mesma mulher e o mesmo nome (e vá que era um nome para trocar). Me educaram para guardar tudo. Tuuuudo! O que servia e o que não servia. Por que, algum dia, as coisas poderiam voltar a servir.

Acreditávamos em tudo. Sim, já sei, tivemos um grande problema: nunca nos explicaram que coisas poderiam servir e que coisas não. E no afã de guardar (por que éramos de acreditar), guardávamos até o umbigo de nosso primeiro filho, o dente do segundo, os cadernos do jardim de infância e não sei como não guardamos o primeiro cocô.

Como querem que entenda a essa gente que se descarta de seu celular a poucos meses de o comprar? Será que quando as coisas são conseguidas tão facilmente, não se valorizam e se tornam descartáveis com a mesma facilidade com que foram conseguidas?

Em casa tínhamos um móvel com quatro gavetas. A primeira gaveta era para as toalhas de mesa e os panos de prato, a segunda para os talheres e a terceira e a quarta para tudo o que não fosse toalha ou talheres. E guardávamos...

Como guardávamos!! Tuuuudo!!! Guardávamos as tampinhas dos refrescos!! Como, para quê? Fazíamos limpadores de calçadas, para colocar diante da porta para tirar o barro. Dobradas e enganchadas numa corda, se tornavam cortinas para os bares. Ao fim das aulas, lhes tirávamos a cortiça, as martelávamos e as pregávamos em uma tabuinha para fazer instrumentos para a festa de fim de ano da escola.

Tuuudo guardávamos! Enquanto o mundo espremia o cérebro para inventar acendedores descartáveis ao término de seu tempo, inventávamos a recarga para acendedores descartáveis. E as Gillette até partidas ao meio se transformavam em apontadores por todo o tempo escolar. E nossas gavetas guardavam as chavezinhas das latas de sardinhas ou de corned-beef, na possibilidade de que alguma lata viesse sem sua chave.

E as pilhas! As pilhas das primeiras Spica passavam do congelador ao telhado da casa. Por que não sabíamos bem se se devia dar calor ou frio para que durassem um pouco mais. Não nos resignávamos que terminasse sua vida útil, não podíamos acreditar que algo vivesse menos que um jasmim. As coisas não eram descartáveis. Eram guardáveis.

Os jornais!!! Serviam para tudo: para servir de forro para as botas de borracha, para por no piso nos dias de chuva e por sobre todas as coisa para enrolar.

Às vezes sabíamos alguma notícia lendo o jornal tirado de um pedaço de carne!!! E guardávamos o papel de alumínio dos chocolates e dos cigarros para fazer guias de enfeites de natal, e as páginas dos almanaques para fazer quadros, e os conta-gotas dos remédios para algum medicamento que não o trouxesse, e os fósforos usados por que podíamos acender uma boca de fogão (Volcán era a marca de um fogão que funcionava com gás de querosene) desde outra que estivesse acesa, e as caixas de sapatos se transformavam nos primeiros álbuns de fotos e os baralhos se reutilizavam, mesmo que faltasse alguma carta, com a inscrição a mão em um valete de espada que dizia "esta é um 4 de bastos".

As gavetas guardavam pedaços esquerdos de prendedores de roupa e o ganchinho de metal. Ao tempo esperavam somente pedaços direitos que esperavam a sua outra metade, para voltar outra vez a ser um prendedor completo.

Eu sei o que nos acontecia: nos custava muito declarar a morte de nossos objetos. Assim como hoje as novas gerações decidem matá-los tão-logo aparentem deixar de ser úteis, aqueles tempos eram de não se declarar nada morto: nem a Walt Disney!!!

E quando nos venderam sorvetes em copinhos, cuja tampa se convertia em base, e nos disseram: Comam o sorvete e depois joguem o copinho fora, nós dizíamos que sim, mas, imagina que a tirávamos fora!!! As colocávamos a viver na estante dos copos e das taças. As latas de ervilhas e de pêssegos se transformavam em vasos e até telefones. As primeiras garrafas de plástico se transformaram em enfeites de duvidosa beleza. As caixas de ovos se converteram em depósitos de aquarelas, as tampas de garrafões em cinzeiros, as primeiras latas de cerveja em porta-lápis e as cortiças esperaram encontrar-se com uma garrafa.

E me mordo para não fazer um paralelo entre os valores que se descartam e os que preservávamos. Ah!!! Não vou fazer!!!

Morro por dizer que hoje não só os eletrodomésticos são descartáveis; também o matrimônio e até a amizade são descartáveis. Mas não cometerei a imprudência de comparar objetos com pessoas.

Me mordo para não falar da identidade que se vai perdendo, da memória coletiva que se vai descartando, do passado efêmero. Não vou fazer.

Não vou misturar os temas, não vou dizer que ao eterno tornaram caduco e ao caduco fizeram eterno.

Não vou dizer que aos velhos se declara a morte apenas começam a falhar em suas funções, que aos cônjuges se trocam por modelos mais novos, que as pessoas a que lhes falta alguma função se discrimina o que se valoriza aos mais bonitos, com brilhos, com brilhantina no cabelo e glamour.
Esta só é uma crônica que fala de fraldas e de celulares. Do contrário, se misturariam as coisas, teria que pensar seriamente em entregar à bruxa, como parte do pagamento de uma senhora com menos quilômetros e alguma função nova. Mas, como sou lento para transitar este mundo da reposição e corro o risco de que a bruxa me ganhe a mão e seja eu o entregue...

16 de jul de 2011

O Judiciário prejudica a imprensa no país

Desembargador explica indiciamento de jornalista: “liberdade de imprensa não é absoluta”
Da Redação
Em vinte tópicos, o procurador Álvaro Stipp, responsável pelo indiciamento do jornalista Allan de Abreu, do jornal riopretense Diário da Região, esclareceu à imprensa sua atitude junto ao Poder Judiciário, qualificando a liberdade de imprensa passível de controle.“Observo que o conceito de liberdade de imprensa não é absoluto nem está sozinho em nosso ordenamento jurídico”. Para Stipp, a utilização de uma escuta não autorizada, como fonte para reportagem, é crime de acordo com a lei e, neste caso, prejudicou as investigações.

Com a alcunha de araponga para quem realiza estes crimes, o desembargador explica a constituição no que tange à interceptação. “Se um ‘araponga’ realiza interceptação sem autorização judicial incide nas penas do crime. Se um 'araponga' divulga segredo da Justiça, isto é, divulga informação que estava sob restrição decretada no bojo de autos judiciais [...]”.

A repercussão do caso também foi comentada por Stipp, que não compreende o alarde feito por parte da imprensa. “O alarde que se faz sobre o indiciamento do jornalista não possui fundamento. O indiciamento não é acusação”, diz.
O outro lado da moeda
Em entrevista ao Comunique-se, o jornalista Allan de Abreu disse que estava surpreso com o indiciamento e que não espera por graves consequências. “Recebi o compromisso de não revelar a fonte, não quebrei sigilo algum. No meu entendimento, não cometi crime algum”, respondeu o jornalista.
As informações são da JusBrasil.com
Divulgado no COMUNIQUE-SE

10 de jul de 2011

Perdão, menino Juan!!!

... por este país, onde matar é banalidade


Secretário de segurança diz que caso é vergonhoso e exige transparência

Caso
O secretário de Segurança do Estado, José Mariano Beltrame, disse, na manhã deste domingo, que o caso do menino Juan - morto no mês passado durante uma operação policial na comunidade Danon, em Nova Iguaçu - o envergonha e que, de agora em diante, sua secretaria terá de agir de maneira "exemplar e muito transparente" para punir os responsáveis.

"É triste, e, para mim, particularmente, é até vergonhoso. As polícias Civil e Militar estão fazendo um trabalho inimaginável", disse Beltrame em referência às Unidades de Polícia Pacificadoras (UPP), para completar em seguida. "A mesma instituição policial que faz isso (morte do menino Juan), se for verdade, é a que atua na pacificação. A gente fica triste por existir esses dois lados".

A declaração de Beltrame foi dada em evento preparatório para os Jogos Mundiais Militares, realizado na Praia de Copacabana. O secretário acompanhou a final da Taça Rio - Cidade da Paz, que reuniu equipes de futebol de areia de favelas com UPP. O torneio, realizado na mesma arena onde ocorrerão competições dos Jogos Mundiais Militares, foi vencido pela equipe sub-17 dos morros Babilônia e Chapéu Mangueira.

Dados do GPS da viatura usada pelos PMs suspeitos de matar Juan apontaram que o carro saiu da região onde houve o tiroteio, seguiu para uma rua atrás do 20º BPM (Mesquita), onde os PMs prestavam serviço, voltou à comunidade Danon e depois retornou ao batalhão. O trajeto apontado pelo sistema de localização via satélite foi divulgado pela edição de sábado do Jornal Nacional.

Os erros durante a investigação do desaparecimento do menino Juan serviram pelo menos para que a Polícia Civil reavaliasse a apuração dos autos de resistência — casos em que há mortes durante confrontos com a polícia. Desde sexta-feira, a chefe de Polícia Civil, Martha Rocha, determinou que os delegados, antes de lavrarem o auto de resistência, façam perícias e tomem depoimentos para terem certeza de que não se trata de uma execução. Outra novidade é que os policiais envolvidos diretamente no confronto, logo que apresentarem a ocorrência à delegacia, terão sua armas apreendidas para exames de balística.

"O episódio do Juan não pode ser mais um caso que a Polícia Civil atuou. Temos clareza que erramos, tanto que a perita está respondendo por isso, e o delegado foi afastado. Fizemos um estudo de caso, no qual descobrimos onde ficamos vulneráveis. Acho que é este o momento de aprendermos com nossos erros. A Polícia Civil tem um compromisso com a verdade", afirmou Martha Rocha.
Da Agência O Globo

23 de jun de 2011

Mais benefícios para juízes?

O corporativismo no Judiciário
● Lamentável a decisão do CNJ de ampliar os imensos benefícios já concedidos aos juízes, e que trará aumento de gastos para os cofres públicos. Deveria ser combatido o “espírito de corpo” e ninguém deveria legislar em causa própria.
O CNJ concedeu aos magistrados os mesmos benefícios dos membros do Ministério Público Federal, como licença-alimentação, 20% de indenização por duas férias seguidas sem gozo, licença remunerada para cursos no exterior, licença para tratar de assuntos particulares etc.
É um absurdo que, no Brasil, juízes e promotores tenham 60 dias de férias anuais! Todos são iguais perante a lei, e essas distorções contrariam o espírito republicano e o princípio da igualdade.
É preciso combater privilégios e mordomias descabidos e que oneram pesadamente a sociedade com seus altos custos. Precisamos é melhorar a qualidade dos serviços prestados pelo Judiciário, que é lento, caro e ineficiente.
RENATO KHAIR
São Paulo, SP

11 de jun de 2011

Parabéns, Espírito Santo

Turma de detentos conclui formação no Espírito Santo
Sexta-feira, 03 de junho de 2011
Detentos de cinco unidades prisionais do Espírito Santo concluíram nesta quinta-feira, 2, a primeira etapa de retorno ao convívio social. Eles estão na primeira turma de formandos, no estado, do Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos – Formação Inicial e Continuada para Pessoas em Privação de Liberdade (Proeja–FIC–Apenado).
Participaram da formação 95 detentos das penitenciárias de segurança média II e de segurança máxima I do município de Viana; da penitenciária regional de Cachoeiro de Itapemirim; da penitenciária de segurança média de Colatina e da penitenciária de Linhares. O curso teve início no ano passado, com duração de 12 meses, e ofereceu quatro formações iniciais na área de construção civil. Alguns dos formandos, beneficiados pelo regime semi-aberto, já estão empregados.
O Proeja–FIC Apenado resulta de parceria do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo com as secretarias estaduais de Educação e de Justiça. O programa se propõe a facilitar a inserção do detento no mercado de trabalho e contribuir para a ressocialização depois do cumprimento da pena.
Orador da turma, o formando Hélio Carlos Vieira, ao falar da importância do programa para a valorização dos alunos, citou um poema de sua autoria: “Nas grades que nos cercam, educação é um tesouro; cheguei valendo ferro e irei embora valendo ouro”.
Escolarização — O reitor do instituto, Denio Rebello Arantes, enalteceu a iniciativa do programa. “Esse tipo de ação, assim como a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos presídios, é de absoluta importância para dar significado maior, mais humano, à supressão de liberdade dos apenados”, ressaltou. No ano passado, de acordo com pesquisa do Ministério da Educação, o Espírito Santo obteve o maior percentual do país em escolarização de detentos — 21,76%, contra 17,3% da média nacional.
A Secretaria de Educação é responsável pela melhoria escolar dos alunos, com a conclusão do ensino fundamental. Ao instituto federal cabe a formação profissional e a preparação dos professores que atuam nos presídios.
Assessoria de Imprensa do instituto federal do Espírito Santo

9 de jun de 2011

A homenagem merecida para João Baptista Herkenhoff

O artigo Eu confio em você do nosso caro colaborador Dr. João Baptista Herkenhoff recebeu um comentário da leitora Geórgia Rosal que merece ser relembrado, embora escrito em 2009.

Caríssimo Dr. João Batista,
o nome do meu futuro filho será João, certamente! Antes mesmo de ler o livro de sua autoria "Mulheres no banco dos réus", e compactuar de suas honoráveis ideías, as quais contagiaram o meu ser, atingindo a minha alma, o meu coração, eu já tinha esse desejo, agora então, a única coisa que faço é imaginar o dia em que poderei dar o meu abraço no homem que me trouxe esperanças de que Jesus Cristo não morreu em vão naquela cruz, pois Ele se revela nas suas decisões a cada caso concreto apresentado pelo sistema jurídico, o qual somente poderá ser reformado com o uso da técnica do coração, da humanidade e da justiça, simples e pura justiça. Obrigada Excelência, pela sua enobrecedora existência.
Geórgia Rosal
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João Baptista Herkenhoff respondeu:
Vitória, ES, junho de 2011.
Quero agradecer a Geórgia Rosal o maravilhoso comentário a respeito do meu trabalho como Juiz de Direito.
A palavra de Geórgia é um grande estímulo para mim.
Tudo que fiz de mau foi fruto de minha fraqueza.
Tudo que fiz de bom foi sopro da Luz Divina.
Cordialmente,
João Baptista Herkenhoff
e-mail: jbherkenhoff@uol.com.br
homepage: www.jbherkenhoff.com.br
5/6/11
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Nota do dia
No Plenário da Câmara, o deputado federal Delegado Protógenes (PCdoB-SP) afirmou estar a República Brasil ameaçada e vivendo momentos de incertezas. Ele lembrou os mais de 400 bombeiros, pais de família, presos no Rio de Janeiro por reivindicarem direitos assegurados pela Constituição Federal. Enquanto isto, a “justiça” brasileira solta e protege um banqueiro bandido condenado a 10 anos de prisão, multado em RS 12 milhões e com um bloqueio de R$ 3 bilhões por desvio de dinheiro público e crime financeiro. Finalizou o parlamentar: “Este é o Brasil de hoje!”.

8 de jun de 2011

Battisti veio para o país certo

O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) validou nesta quarta-feira (8) a decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de negar a extradição do italiano Cesare Battisti. Por 6 votos a 3, a Corte determinou expedição de alvará de soltura ainda hoje. Ele está preso em Brasília.

Com o resultado, Battisti ficará no Brasil e caberá ao Ministério da Justiça regularizar sua situação.


Com Battisti solto, abre-se uma preciosa vaga para mais um pé de chinelo brasileiro... Eta (in)justiça brasileira!!!


Um grupo de presos das prisões brasileiras

6 de jun de 2011

Educação de qualidade no presídio de Leopoldina

TABUADA CANTADA
 (Paródia da música: O que você foi fazer no mato Marinha Chiquinha?)

Genaro: O que você foi fazer na escola da Irmã Beth, Maria Chiquinha?

Maria Chiquinha: Eu fui estudar tabuada Genaro meu bem, eu fui estudar tabuada, Genaro meu bem.

Genaro: Então diga para mim quanto é 2x9? Maria Chiquinha. Então diga para mim quanto é 2x9? Maria Chiquinha.

Maria Chiquinha: 2x9 é 18 Genaro meu bem. 2x9 é 18 Genaro meu bem.

Genaro: E quanto é 2x8 Maria Chiquinha? E quanto é 2x8 Maria Chiquinha?

Maria Chiquinha: 2x8 é 16 Genaro meu bem. 2x8 é 16 Genaro meu bem.

Genaro: Até agora tá fácil Maria Chiquinha! Até agora tá fácil Maria Chiquinha!
Eu quero saber quanto é 3x9 Maria Chiquinha? Eu quero saber quanto é 3x9 Maria Chiquinha?

Maria Chiquinha: 3x9 é 27 Genaro meu bem. 3x9 é 27 Genaro meu bem.

Genaro: Eu vou complicar a sua cabeça Maria Chiquinha. Eu vou complicar a sua cabeça Maria Chiquinha. Ah é, então vamo vê. Responda pra mim quanto é 3x5 Maria Chiquinha? Responda pra mim quanto é 3x5 Maria Chiquinha?

Maria Chiquinha: Há 3x5 é 15 Genaro meu bem. 3x5 é 15 Genaro meu bem.

Genaro: Tá bom você venceu.
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Professora Beth relata atividade da TABUADA CANTADA

Este foi resultado do desafio que lancei dentro da sala de aula após ter ensinado a tabuada cantada com músicas infantis ( que eles adoram cantar e aprender de maneira prazerosa).
Pedi aos alunos que fizessem uma paródia adaptada a alguma música de livre escolha. Daí meu aluno Samuel Teodoro da turma EJA RECOMEÇO do presídio de Leopoldina, com a participação da aluna Helena interpretando a Maria Chiquinha (o Samuel como Genaro) foi um sucesso a interpretação no dia do evento.

Apesar do lugar de sofrimento onde os detentos se encontram, eles conseguem fazer do limão uma gostosa limonada, com a oportunidade que estão recebendo da escola e de vários "atores" agentes do estado, que abraçaram junto conosco esta causa da educação por inteiro.

Parabéns merecem também os diretores do presídio Fabiano Moura e Daniel da Silva Nocceli que não medem esforços para apoiar o sucesso das atividades escolares.

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O jornal RECOMEÇO parabeniza a todos, principalmente essas educadoras fantásticas que promovem educação de qualidade dentro de uma prisão.

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A escola EJA-RECOMEÇO do presídio de Leopoldina comemora o Dia da Família


                                                    Grande professora Beth




Professora Beth com seus alunos







20 de mai de 2011

A Constituição "conforme" o STF

IVES GANDRA DA SILVA MARTINS
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Penso que o ativismo judicial fere o equilíbrio dos Poderes e torna o Judiciário o mais relevante, substituindo aquele que reflete a vontade da nação

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Escrevo este artigo com profundo desconforto, levando-se em consideração a admiração que tenho pelos ministros do Supremo Tribunal Federal brasileiro, alguns com sólida obra doutrinária e renome internacional. Sinto-me, todavia, na obrigação, como velho advogado, de manifestar meu desencanto com a sua crescente atuação como legisladores e constituintes, e não como julgadores.

À luz da denominada "interpretação conforme", estão conformando a Constituição Federal à sua imagem e semelhança, e não àquela que o povo desenhou por meio de seus representantes.

Participei, a convite dos constituintes, de audiências públicas e mantive permanentes contatos com muitos deles, inclusive com o relator, senador Bernardo Cabral, e com o presidente, deputado Ulysses Guimarães.

Lembro-me que a ideia inicial, alterada na undécima hora, era a de adoção do regime parlamentar. Por tal razão, apesar de o decreto-lei ser execrado pela Constituinte, a medida provisória, copiada do regime parlamentar italiano, foi adotada.

Por outro lado, a fim de não permitir que o Judiciário se transformasse em legislador positivo, foi determinado que, na ação de inconstitucionalidade por omissão (art. 103, parágrafo 2º), uma vez declarada a omissão do Congresso, o STF comunicasse ao Parlamento o descumprimento de sua função constitucional, sem, entretanto, fixar prazo para produzir a norma e sem sanção se não a produzisse.

Negou-se, assim, ao Poder Judiciário, a competência para legislar.

Nesse aspecto, para fortalecer mais o Legislativo, deu-lhe o constituinte o poder de sustar qualquer decisão do Judiciário ou do Executivo que ferisse sua competência.

No que diz respeito à família, capaz de gerar prole, discutiu-se se seria ou não necessário incluir o seu conceito no texto supremo -entidade constituída pela união de um homem e de uma mulher e seus descendentes (art. 226, parágrafos 1º, 2º, 3º, 4º e 5º)-, e os próprios constituintes, nos debates, inclusive o relator, entenderam que era relevante fazê-lo, para evitar qualquer outra interpretação, como a de que o conceito pudesse abranger a união homossexual.

Aos pares de mesmo sexo não se excluiu nenhum direito, mas, decididamente, sua união não era -para os constituintes- uma família.

Aliás, idêntica questão foi colocada à Corte Constitucional da França, em 27/1/2011, que houve por bem declarar que cabe ao Legislativo, se desejar mudar a legislação, fazê-lo, mas nunca ao Judiciário legislar sobre uniões homossexuais, pois a relação entre um homem e uma mulher, capaz de gerar filhos, é diferente daquela entre dois homens ou duas mulheres, incapaz de gerar descendentes, que compõem a entidade familiar.

Este ativismo judicial, que fez com que a Suprema Corte substituísse o Poder Legislativo, eleito por 130 milhões de brasileiros -e não por um homem só-, é que entendo estar ferindo o equilíbrio dos Poderes e tornando o Judiciário o mais relevante dos três, com força para legislar, substituindo o único Poder que reflete a vontade da totalidade da nação, pois nele situação e oposição estão representadas.

Sei que a crítica que ora faço poderá, inclusive, indispor-me com os magistrados que a compõem. Mas, há momentos em que, para um velho professor de 76 anos, estar de bem com as suas convicções, defender a democracia e o Estado de Direito, em todos os seus aspectos, é mais importante do que ser politicamente correto.

Sinto-me como o personagem de Eça, em "A Ilustre Casa de Ramires", quando perdeu as graças do monarca: "Prefiro estar bem com Deus e a minha consciência, embora mal com o rei e com o reino".
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IVES GANDRA DA SILVA MARTINS, 76, advogado, professor emérito da Universidade Mackenzie, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra, é presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio.
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Fonte: Folha de São Paulo - Caderno Opinião - 20/5/2011

25 de abr de 2011

Alunos do presídio de Leopoldina celebram a Páscoa


PROGRAMAÇÃO DE PÁSCOA

EJA-RECOMEÇO – UNIDADE PRISIONAL DE LEOPOLDINA

TERÇA-FEIRA, 19 DE ABRIL DE 2011

ABERTURA: 09 h

- Saudação/Acolhida

- Oração

- Momento cívico: Hino nacional (explicar sobre as palmas )

- Celebração:

• Cântico: Grande é o Senhor ...

• Participação: Karina e Geisiane: música – Sonho de José

• Palavra pastoral: Pr. Adilson Mazeu

Participação dos alunos

• Música: Paulo Henrique (Fund. II)

• Poema: Éliton (Fund. II)

• Acróstico: alunos do médio

• Jogral - Alfabetização

• Tabuada cantada – Alfabetização

Agradecimentos: A Deus ... A direção do presídio( e toda equipe), à EE Luiz Salgado Lima pelo apoio irrestrito ..., aos professores ... ao Pr. e irmãos que aceitaram o nosso convite ..., familiares e especialmente aos nossos alunos que é o motivo principal desta celebração ...

- Encerrar com a oração do Pai Nosso.

 (Servir a canjica )
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AS HEROÍNAS DO EJA

PALAVRA POÉTICA
ELITON agradece às professoras da escola no presídio de Leopoldina

Eu Éliton, sou nascido em uma família que me deu educação e um bom caráter que aprendi com meus pais. Convertemos ao evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e com a leitura bíblica, conheci a história de várias heroínas, por exemplo Débora, Ester, Maria mãe de Jesus e outras.

Um dia, não quis mais ser evangélico e fui fazer a vontade da minha carne, mesmo sabendo que teria prejuízo. Meu amigo, deixar de servir a Deus e ir servir o mundo é prejuízo, prejuízo tão grande que vi apenas em uma cela de prisão.

Meu amigo, quanta solidão, depressão, angústia para mim, nada mais fazia sentido, quando um dia uma das heroínas do EJA me perguntou se eu queria voltar a estudar! Meu amigo, na mesma hora respondi que sim, eu quero. Mas fiquei pensando onde seriam as aulas e como seria, pois estamos dentro de um presídio. É amigo, as professoras ficam horas trancadas com os detentos, homens que cometeram delitos, mas querem um meio para se redimirem, e elas, as heroínas do projeto EJA estão presentes no nosso dia a dia, nos mostrando, nos ensinando que a Educação é um dos melhores meios para que sejamos alguém na vida.

Que Deus continue abençoando estas mulheres e que elas não desistam desta missão.

Éliton.
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Nota: EJA - Programa Educação de Jovens e Adultos

20 de abr de 2011

Justiça solta assassino confesso, é mole?

Essa jovem está morta, o assassino passeia pelas ruas


As nossas prisões estão lotadas (como todos sabem) de presos acusados de delitos leves, sem violência, a maioria jovens envolvidos com drogas, assim como presos portadores de sofrimento mental. São tratados como o pior dos criminosos.
Mas quando se trata de assassinos, não dá para entender, a "nossa justiça" é uma mãe complacente, que usa de qualquer brecha para proteger assassinos. Como tenho dito aqui no blog: MATAR PODE !!!!!!
Se fosse menor, não esperava nem julgamento, já iria direto para os campos de concentração para menores para cumprir os três anos que valem por 30.

A juíza alegou entre outras alegações que nada indica que o assassino vá delinquir de novo. Ou seja, ele, por enquanto, só matou uma jovem, não tem problema. Se matar mais alguém, a juíza não está nem aí, só alega que cumpriu a lei. Que lei?

Que justiça é esta?
Até quando a justiça vai abusar da paciência e tolerância do povo brasileiro?

Leiam a notícia completa no Estado de Minas de hoje (20/4)

Juíza liberta vigia que matou jovem

Tribunal do Rio de Janeiro mandou soltar o assassino confesso de universitária de 21 anos morta em escola no mês passado

Rio de Janeiro
Uma juíza do 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro negou o pedido de prisão preventiva do vigia Luiz Carlos Oliveira, de 50 anos, que confessou ter assassinado, em 7 de março, a estudante universitária Mariana Gonçalves de Souza, de 21. A jovem foi degolada dentro da escola da família, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, depois de ter sido atacada pelo vigia, que havia trabalhado de pedreiro na unidade de ensino e tinha uma paixão platônica por Mariana. Luiz Carlos, que confessou à polícia quando foi preso que matou a jovem por ela ter recusado um beijo, estava preso temporariamente por 30 dias desde o dia seguinte ao crime, quando se apresentou à 33ª DP, em Realengo, também na Zona Oeste, e confessou o crime.
A decisão foi tomada na sexta-feira da semana passada e, como o prazo da prisão temporária expirou, Luiz Carlos foi posto em liberdade. A família de Mariana foi surpreendida pela decisão, mas só ficou sabendo da soltura quando o acusado foi visto rondando a escola em Campo Grande, onde o crime ocorreu. “O endereço que ele forneceu (à Justiça) da irmã fica em Bangu. O que ele estava fazendo em Campo Grande? Estávamos tentando levar nossas vidas. Mas e agora? Esse cara não tem nada a perder”, desabafou Rafael Aragão, de 23, namorado de Mariana.

No despacho, a juíza Elizabeth Louro alegou que “o denunciado teve a iniciativa espontânea de comparecer à DP no dia seguinte aos fatos, para prestar declarações, onde, aliás, confessou a conduta”. Segundo a magistrada, o vigia “forneceu o endereço de sua irmã como o local onde poderá ser encontrado, circunstâncias que surgem de molde a afastar o pressuposto atinente com a garantia da futura aplicação da lei penal”. A magistrada explicou ainda no despacho que “a gravidade do delito não é elemento caracterizador, por si só, da necessidade da prisão cautelar”.

Por fim, a juíza escreveu que “o fato, em si, isoladamente, nem sequer pode fazer supor que o agente vá voltar a delinquir, dado o caráter absolutamente pessoal e emocionalmente dirigido da conduta. Não bastasse isso, o choque causado à comunidade e o clamor social invocado pelo promotor de Justiça não se me afiguram efetivamente presentes, até porque clamor público não se confunde com repercussão midiática”.

Ao se entregar à polícia, o vigia disse que cometeu o crime por amor e afirmou ter tido um relacionamento com a jovem, a quem ajudava financeiramente, segundo o assassino. De acordo com a polícia, no entanto, as afirmações não foram comprovadas e foram inventadas por Luiz Carlos. Ele confessou ter matado a jovem com um caco de vidro dentro do Centro Educacional Gonçalves Dorneles, em Campo Grande.

O CRIME
Mariana foi encontrada morta pela mãe, dentro da cozinha da escola, na segunda-feira de carnaval. Ela tinha ido ao centro educacional para receber o pai de um aluno, que desejava pagar mensalidades atrasadas. Preocupada com a demora da filha, que também não atendia o celular, a mãe foi ao colégio e localizou a moça, já morta. O corpo apresentava marcas na cabeça e cortes no pescoço. Formada em radiologia, Mariana havia começado a faculdade de contabilidade para ajudar no trabalho da escola. Luiz morava num condomínio ao lado do colégio havia 10 anos. Ele não tinha amigos e não conversava com ninguém


19 de abr de 2011

É o racismo, estúpidos!

Publicado hoje na Folha de São Paulo

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JOSÉ VICENTE

O racismo é perigosamente destrutivo e enganador; tanto quanto repudiá-lo, também é indispensável combatê-lo sem trégua e sem piedade

Dez anos depois da primeira Conferência Mundial contra o Racismo e a Xenofobia de Durban, África do Sul, as mazelas e os perigos do racismo acenderam a luz vermelha e a ONU, instituindo 2011 como o Ano Internacional dos Afrodescendentes, volta a conclamar a comunidade de nações a se debruçar sobre os equívocos e a ineficiência das políticas antirracistas, por conta do recrudescimento dos níveis de racismo e discriminação racial contra os negros no mundo.

Recentes bananas oferecidas aos jogadores brasileiros Neymar e Roberto Carlos, as agressões verbais, os sons imitativos de macacos e as vaias das torcidas nas praças esportivas contra jogadores negros dão a dimensão da gravidade da situação, obrigando a Fifa e órgãos ligados ao esporte a tomar medidas severas para prevenção, punição e combate ao racismo, dentro e fora dos gramados.

Surrealismo, ambiguidade, hipocrisia, cinismo, desfaçatez, indiferença e tantos outros adjetivos jorram na literatura quando se analisa a tão vilipendiada trajetória do negro no Brasil. Todos apontam o racismo e ninguém consegue encontrar um racista. Junta-se a eles, a partir de agora, a estupidez.

Estúpido, este foi o adjetivo com que o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT/SP), definiu seu colega Jair Bolsonaro (PP/ RJ), por ocasião de suas maldades racistas e preconceituosas contra a cantora negra Preta Gil e os homossexuais em geral por meio de veículos de comunicação de massa.

O adjetivo em questão, seguramente, pode ser estendido a seus colegas congressistas Jaime Campos (DEM/ MT), que se referiu ao ministro negro do STF, Joaquim Barbosa, como "moreno escuro", por ter esquecido seu nome, Marcos Feliciano (PSC/SP), que responsabilizou a África e os negros africanos por todos os males do mundo, e ao senador Demóstenes Torres (DEM/GO), que, no plenário do STF, disse que a mulher negra gostava de ser seviciada pelo senhor.

Como inocentes úteis, tais nada inocentes parlamentares, protegidos pela impunidade, destilam em praça pública os venenos que reservavam para ambientes privados.

Flertando com os veículos de comunicação, são a fina e rejuvenescida flor daquela corrente que faz um mau uso do direito de expressão para fins pessoais inconfessáveis, colocando o mandato popular a fomentar, voluntária ou involuntariamente, mas de modo igualmente irresponsável, o ódio racial.

Como a resultante dos estúpidos é a estupidez, a retórica dissimulada em ideia livre e democrática é, na verdade, a correia de transmissão para os também estúpidos integrantes das gangues organizadas que, em São Paulo, no ambiente cibernético e à luz do dia, pregam e praticam a perseguição, a agressão e a eliminação de negros, de judeus e de homossexuais.

É o combustível que encoraja os estúpidos das forças policiais, que, na Bahia, conforme noticiou esta Folha, dizimam a juventude negra brasileira. É o estímulo final aos seguranças de shopping centers e supermercados de grife, que vigiam os negros nas passarelas e batem em sua caras nas salas de segurança e em estacionamentos.

O racismo é perigosamente destrutivo e sutilmente enganador. Ele tateia sutilmente pelas frestas e se mistura sinuosamente como naturalidade cotidiana; tanto quanto repudiá-lo, é indispensável combatê-lo sem trégua e sem piedade.

Sem diminuí-lo e sem ignorá-lo. A ONU e a Fifa estão corretas, assim como o deputado Vaccarezza. É o racismo, estúpidos!
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JOSÉ VICENTE, advogado, mestre em administração e doutorando em educação pela Universidade Metodista de Piracicaba, é reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares

16 de abr de 2011

Os detentos escrevem sobre seus sonhos de felicidade

Redações dos apenados no presidio de Leopoldina sobre o filme "Em busca da felicidade", alunos da professora de Filosofia e Sociologia, Andrea Cangussu.

(Dois autorizaram publicar com o nome completo, e outros somente com as iniciais)

EM BUSCA DA FELICIDADE
Luiz Carlos Souza da Silva

Bom, minha história de vida é baseada no filme porque já pensei também em fazer o mesmo, terminar meus estudos, ser alguém na vida, mas acho que fiz a coisa errada, por não ter acreditado que eu poderia ser tudo que sonhei.

Quer dizer, já fiz isso, queria ser diferente, sair da rotina que me deixa assim aflito ou até mesmo privado de certas coisas, mas não fui muito longe, tive que voltar, aí não foi nada fácil recomeçar tudo de novo.

No começo foi fácil, mas tudo a cada dia que passava ficava mais difícil, então quando dei por mim, já estava no mundo das drogas, piorando mais e mais.

Acabei vindo parar nesse lugar, mas não me questiono, porque quem sabe não foi melhor assim, outras coisas ruins poderia ter me acontecido até mesmo a própria morte.

Sei que Deus corrige a quem ama e castiga aquele que tem como filho, é para minha correção que hoje eu sofro.

Porque Deus nem sempre nos ajuda como queremos, mas da melhor forma possível para a nossa real felicidade.


EM BUSCA DA FELICIDADE
Victor Carioca Machado da Silva

Já passei diversas coisas, já andei em muitos lugares, conheci diversas pessoas. Já vivenciei coisas boas e ruins. E com tudo isso aprendi, me surpreendi, não me abalei.

Já fui ao luxo de ter o que eu queria e quem eu queria, como também já passei necessidade, e com esse aprendizado que a vida me proporcionou, sempre aprendi e tirei como lição as coisas boas e sempre procuro ser melhor: como pai, como filho, amigo, neto, primo, sobrinho, irmão, profissional em todas as coisas.

Não abro mão de nenhuma experiência que eu tive, todas elas me ensinaram a ser quem eu sou hoje em dia. Tenho meus defeitos, as minhas falhas, mas também tenho muitas qualidades e virtudes.

Eu aprendi com os meus erros e acertos e levo as coisas boas. Sobre os erros espero não mais cometê-los.


EM BUSCA DA FELICIDADE
B.M.B –
Eu estou em busca da minha felicidade já tem um bom tempo, igual o rapaz do filme, que largou tudo o que ele tinha para ir atrás da sua felicidade. Largou os seus pais, a faculdade, dinheiro e carro, mas no final de tudo ele percebeu que a felicidade dele estava ao lado dos seus pais e de sua família.

Eu larguei a casa dos meus pais com 17 anos para ir viver com a mãe da minha filha, que hoje tem 3 anos, mas também não foi aí que eu achei a felicidade, foi onde que tentei encontrar nas drogas.
Quando a minha filha fez um ano de idade eu já era dono de uma boca de fumo, aí eu achava que era feliz.
Quando a minha filha estava completando 2 anos eu larguei da mãe dela e fui morar com a minha esposa que está comigo até hoje, mas ainda não me contentei com o dinheiro das drogas, eu queria mais, aí eu comecei a fazer assaltos e acabei sendo preso e aqui estou eu, atrás da felicidade e da minha liberdade.


G.A.C –
A minha esperança, pelo menos no lugar que estou hoje, é sair daqui e ficar com os meus filhos, diferente do rapaz do filme que queria viver sozinho, buscar a sua felicidade na natureza e não teve um final feliz.

A minha vida foi totalmente diferente, a única coisa que eu buscava pelo menos na minha adolescência, era curtir a vida, ir para bailes, usar drogas até eu parar onde parei, e agora paro e penso, e vejo que não valeu a pena as coisas que eu fiz, só me misturei com gente que não prestava, que me fez e ensinou a cometer vários erros. E hoje eu me pergunto se tem volta.

Eu sei que tem, porque ainda sou muito nova e posso dar a volta por cima.


J.P –
Vou falar sobre o filme. Sobre mim não tenho nada a falar, pois para falar de felicidade tenho que estar feliz, coisa que não tem condições neste lugar.

Eu achei o filme depressivo, uma pessoa larga tudo só porque não se adaptou à filosofia de vida dos pais? Abandonou tudo, entrou em conflito consigo mesmo, não aceitou os ideais das pessoas, mas quis que as pessoas aceitassem seus ideais.
Foi para o Alaska, praticamente se laskou. Não teve uma companheira. Sofreu praticamente a vida toda. Não teve tempo de montar uma ONG e passar seus ideais para as pessoas. Não proliferou suas idéias. Creio eu que ele não acreditou muito em si mesmo.

Depois de tanto sofrimento, isolamento, conflitos, morrendo envenenado chegou à conclusão que para ter felicidade tem que compartilhar. Para mim foi um filme baixo astral, procurar a felicidade para descobrir, morrendo sozinho, que a felicidade tem que ser compartilhada.

Para mim, felicidade é viver a vida da melhor maneira possível e ajudar a quem precisa de ajuda, e não se fechar procurando uma coisa tão simples , que é viver.


K.D.P –
A felicidade eu busco no amor, no carinho e na compaixão. Estou feliz porque encontrei um alguém para me fazer feliz, me dar um pouco de atenção e de “carinho”.

Tem momentos que me bate a tristeza, a tristeza da falta da minha mãe, dos meus irmãos e da minha vida lá fora. O que eu mais quero na verdade é ir embora, o que eu mais quero é ser feliz, do lado de quem me ama de verdade.

Mas eu tenho fé no Senhor Jesus que eu já mudei, e mudei para melhor. Já sofri muito, o que eu mais quero agora, é buscar a minha felicidade e ser feliz por completo.

M.A.A
Acredito que a felicidade é o principal motivo para dar força no dia a dia, assim como os sonhos. Sonhar é fundamental e o mais importante é torná-lo realidade. Com isso você estaria sendo feliz.

Às vezes para sermos felizes e tornar o sonho, o seu desejo realidade temos que abrir mão de muitas coisas, nem que isso possa magoar outras pessoas próximas de você. Até mesmo mudar seu “plano de vida”.

Assim como o filme “Em busca da felicidade”, um rapaz de família bem sucedida, da “alta sociedade”, recém formado abre mão de todos os “seus bens”, de todo luxo e conforto que sua família lhe oferecia para buscar seu ideal, tornar seu sonho real. Buscando sua felicidade.

Até que saiu em sua jornada procurando o melhor ponto com o “seu eu interior” e por aí vai conhecendo lugares novos, pessoas novas e até mesmo culturas diferentes.

Mas ao final descobre que “a felicidade só é real quando compartilhada”. Algo que não tinha com quem compartilhá-la, pois tinha largado para trás todo o carinho de sua família, que são as pessoas mais importantes de sua vida.

S.M.M.B –
Cada um de nós trilhamos nosso próprio caminho “em busca da felicidade”. Somos livres para escolher a caminhada, mas às vezes escolhemos de maneira errada. Deus permite para que possamos aprender, seja ela no amor ou na dor.

Infelizmente existem aqueles que acham que a felicidade está no dinheiro, nos bens materiais, no poder, no orgulho, na arrogância, etc. Outros já encontram no amor, no companheirismo, na caridade e não se orgulhando de bens. Talvez esta última forma seja a melhor, pois é muito ruim tornarmos escravos de podridão, ganância, poder, egoísmo, etc.

Por isso devemos ir em busca da felicidade, às vezes tropeçando, caindo e levantando, mas tentando encontrá-la.

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