Wikipedia
27 de abr. de 2010
Dez policiais militares foram reconhecidos por testemunhas como os responsáveis pela tortura e morte de um motoboy, em São Paulo
24 de abr. de 2010
Sai Gilmar Mendes e entra Cezar Peluso
Novo presidente do STF promete agir com rigor contra desmandos de juízes e condena a morosidade dos processos. Lula, Sarney, Temer e Serra compareceram à cerimônia de posse de Peluso; ministro diz que Supremo não julga de olho na reação popular
21 de abr. de 2010
CNJ aposenta juíza do Pará
16 de abr. de 2010
JUSTIÇA MACABRA
Assistam ao vídeo com a notícia absurda:
Juiz que liberou assassino de Luziânia diz que não mudaria a decisão
Fonte: Jornal Nacional
Isso não é de hoje. A justiça brasileira tem um apreço especial por assassinos. Enquanto as prisões estão superlotadas de delitos leves, os assassinos são os primeiros a receberem "os direitos da lei".
Deveria ser encomendado um levantamento dos detentos nas prisões no Distrito Federal e conferir se suas penas estão dentro da lei, se os internos lá mantidos são "mais perigosos" que um homem que violentou dois meninos e estava condenado a 14 anos de prisão.
E este juiz, em vez de ser aplaudido pelo ministro Gilmar Mendes (vejam no vídeo), deveria ser julgado como cúmplice do assassino confesso Adimar de Jesus.
14 de abr. de 2010
Professoras flagradas torturando crianças em creche
11 de abr. de 2010
Não se pode tolerar a masmorra...
João Baptista Herkenhoff
É urgente uma drástica redução do número de presos. Na verdade, prende-se de forma indiscriminada e com total irresponsabilidade.É admirável o trabalho que a Pastoral Carcerária realiza há decênios.
Não é uma Pastoral católica, embora tenha nascido no seio da Igreja Católica. É uma Pastoral ecumênica. Abriga católicos, protestantes, espíritas, seguidores de diferentes troncos religiosos, que não apenas o tronco cristão. Abriga também homens e mulheres de boa vontade que se dedicam ao próximo, mesmo sem definir-se por um credo específico.
A solidariedade para com o preso, embora não seja monopólio da ética cristã, tem radicação evangélica: Estive preso e me visitaste. (Evangelho segundo Mateus, Capítulo 25, versículo 36).
Os seguidores de Jesus Cristo visitam os presos, testemunham seu sofrimento, levam a eles a mensagem bíblica, solidarizam-se com suas angústias. Constatando a situação macabra que têm diante dos olhos, quando adentram os recintos penais, esforçam-se para que as prisões sejam menos desumanas.
Vejam bem. Usei a expressão: prisões menos desumanas.
Isto porque na verdade não existe prisão humana. O aprisionamento de pessoas é, por natureza, desumano.
Nós nos admiramos quando hoje lemos uma sentença proferida por um juiz de Alagoas, em 1833, condenando um réu à perda do pênis, por decepamento, por ter tentado manter relações sexuais com uma mulher casada, fato que não se concretizou porque dois homens surpreenderam a cena e impediram a consumação.
As gerações futuras vão ter o mesmo espanto que temos à face da pena que citamos, quando refletirem que, em 2010, os juízes condenavam pessoas ao encarceramento.
Se o cárcere, por si só, é brutal, que dizer do cárcere no qual se esmaga o preso?
Diante desses cárceres, é cristã e é profética a denúncia que se levante, em qualquer lugar e a qualquer tempo, colocando o dedo na ferida e mostrando a indignidade monstruosa da situação.
É possível e é imperativo que se melhorem as condições dos estabelecimentos prisionais. Não se pode tolerar a masmorra, que não afronta apenas o preso. Afronta todos nós, afronta nossa consciência ética, afronta o Deus que habita o íntimo de todo homem e de toda mulher segundo disse o Apóstolo Paulo.
Sem prejuízo de lutar a favor de prisões que respeitem a dignidade humana, há uma outra questão que deve ser refletida com muito cuidado.
É urgente uma drástica redução do número de presos.
Na verdade, prende-se de forma indiscriminada e com total irresponsabilidade.
Se as vítimas do cárcere fossem pessoas de classe media, ou pessoas ricas, os abusos não seriam tolerados.
As prisões continuam do jeito que estão porque são habitadas por pobres, sem vez e sem voz.
A sociedade é iludida com a ideia de que está protegida porque milhares de criminosos, ou supostos criminosos, estão atrás das grades.
O que acontece é exatamente o oposto. Essa instituição que se chama prisão é a maior ameaça que existe à segurança pública. As prisões são escola do crime. Prisões lotadas deveriam tirar o sono da população, se a população estivesse bem informada do perigo público que é a prática de prender, às vezes na mesma cela, autores de graves e de pequenos delitos.
No concurso para ingresso na Magistratura e no Ministério Público, penso que seria proveitoso que, além das provas intelectuais, houvesse a exigência de um estágio obrigatório num estabelecimento penal.
É muito simples, com a caneta na mão, condenar alguém a dois, cinco ou dez anos de prisão, proferindo essa sentença numa sala com ar refrigerado.
Talvez o juiz ou juíza, que com facilidade condena, não agisse dessa maneira se conhecesse a realidade do cárcere.
E não basta ver as prisões na tela colorida de um aparelho de TV, refestelado numa poltrona para assistir ao noticiário noturno do canal escolhido. Na TV, é possível ver os presos amontoados como trapos humanos, mas na TV não se sente o cheiro do ambiente, desprovido de qualquer higiene.
Vai o conselho para jovens juízes que tenham sido meus alunos: visitem prisões, sintam o cheiro, inalem o cheiro e lembrem-se do cheiro quando estiverem com um processo nas mãos para sentenciar.
Bendigo minha adolescência e juventude em Cachoeiro de Itapemirim quando, por imperativo religioso, visitava toda semana a Cadeia Pública. Aquelas imagens da juventude ficaram na minha retina. Os cheiros ficaram no meu nariz. Nunca me esqueci dessa vivência existencial. As lembranças me acompanharam durante todo o tempo em que fui Juiz.
Parece-me que é proveitoso, sob o prisma da educação política, alertar o povo brasileiro a respeito da dramática situação vigente no país, colocando a lupa nas prisões capixabas, como se tem feito.
Mas o problema não é local, é nacional. E não é também um problema recente. É um problema antigo, muito antigo.
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João Baptista Herkenhoff é Livre-Docente da Universidade Federal do Espírito Santo, professor pesquisador da Faculdade Estácio de Sá de Vila Velha e escritor, autor de Ética para um mundo melhor (Thex Editora, Rio de Janeiro).
9 de abr. de 2010
Entrevista com Bruno de Souza Toledo, advogado e presidente da Comissão de Direitos Humanos do Espírito Santo
6 de abr. de 2010
O voto dos presos provisórios
Presidente do STF ressalta, porém, que eleição só ocorrerá onde não houver problemas de segurança
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, defendeu a realização das eleições em presídios, mas admitiu que elas não ocorrerão onde houver risco à segurança.
4 de abr. de 2010
Eu sou o ...
Eu sou aquele proletário que você paga quando acha que deve.
Eu sou aquele culpado por sobreviver ao massacre.
Eu sou aquele desinformado, abandonado.
Eu sou aquele julgado, condenado e amargurado.
Eu sou aquele que não dorme pela mãe.
Eu sou aquele que não vive, sobrevive.
Eu sou aquele que pensou que Brasil fosse boa coisa.
Eu sou aquele que queria ter seguido carreira militar no exército brasileiro, e fui dispensado.
Eu sou aquele que passou por ti na calçada, que você olhou com pena, mas logo pensou em seus problemas que são maiores que a minha fome.
Eu sou alguém que já acreditou na justiça.
Eu aquele que você pega na mão para cumprimentar e logo corre para lavar as mãos.
1 de abr. de 2010
Edição 162 do Recomeço impresso (no site)
Ano IX - Edição 162
Março de 2010
Abertura
Vídeo e letra da música MAIS UMA VEZ de Renato Russo que faria 50 anos neste mês de março de 2010.
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Matérias
*Furto de flores, existe? - João Baptista Herkenhoff
*Gilmar Mendes - Folha de São Paulo
*Juiz condenado por abuso de autoridade - Espaço Vital
*Textos dos detentos (1)
*Textos dos detentos (2)
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Jornal impresso
Clique na Edição 162
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29 de mar. de 2010
Uma boa e cruel notícia
Os mutirões carcerários coordenados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já libertaram 20.068 pessoas em todo o país. As liberdades são conseqüências da revisão de 105.211 processos, nos quais as equipes dos mutirões encontraram condições legais para liberação dos presos. Além das liberdades, os mutirões também concederam outros benefícios aos detentos como redução de pena, transferência de unidade, mudança de regime de prisão, trabalho extramuros, entre outros. Somando-se os benefícios e as liberdades, os mutirões resultaram em 33.462 pessoas beneficiadas.
Até o momento, o Conselho já realizou ou está promovendo mutirões em 21 estados. São Paulo foi o mais recente estado a aderir ao projeto.
EN/MM
Agência CNJ de Notícias
25 de mar. de 2010
Aprovada Apac feminina da Capital
A Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) feminina de Belo Horizonte, primeira Apac da Capital e terceira do Estado destinada ao público feminino, foi fundada em Assembleia Geral realizada na última terça-feira, dia 16 de março, na sede do Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais. A Assembleia também aprovou o estatuto da associação e elegeu sua primeira gestão.A Assembleia contou com a presença do juiz Guilherme Azeredo Passos, da Vara de Execuções Criminais (VEC) de Belo Horizonte, que compôs a mesa e manifestou simpatia pelo projeto. O magistrado comentou que, mesmo em seu curto tempo de atuação na VEC, já observou as deficiências no sistema prisional convencional e acredita que a aplicação do método Apac ajudará a transformar este sistema falho.
24 de mar. de 2010
Mensagem da nossa leitora que nos acompanha em quase 9 anos de Recomeço
Divulgo sempre o Jornal Recomeço.
Mais uma ação pela Democracia Participativa.
Lembro que este espaço visa o alargamento da cidadania lusófona. Depende de todos.
Saudações,
Margarida Castro
21 de mar. de 2010
Denúncia também na OEA
Em audiência, ONGs pressionam por visita da Comissão de Direitos Humanos da instituição ao Brasil
17 de mar. de 2010
Fotos da audiência em BH
Coordenador do Projeto Novos Rumos na Execução Penal do TJMG, desembargador Joaquim Alves de Andrade, desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) Herbert José Almeida Carneiro e deputado Durval Ângelo, presidente da Comissão de Direitos Humanos e autor do requerimento para a realização da reunião.
Fala do Dr. Dilson Baptista Bastos, Presidente do Conselho Deliberativo da APAC Leopoldina
Desembargador Joaquim Alves de Andrade e o presidente da FBAC, Valdeci Ferreira com os representantes da APAC de Leopoldina Dr. Dilson e o presidente José Clovis Soares
Fotos da audiência pública da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, realizada sexta-feira (12/3/10), com a presença dos representantes da APAC de Leopoldina/MG. Leia na postagem Apacs na Assembleia Legislativa de MG16 de mar. de 2010
Prisões no Brasil: constrangimento internacional
Com o caso das prisões capixabas, país passa por novo constrangimento internacional na área dos direitos humanos
14 de mar. de 2010
INFÂMIA
"Como podemos nos recuperar da infâmia? Como superar o desespero?"(Mukhtar Mai, do livro Desonrada)
Vídeo feito pelo repórter Maurílio Mendonça mostra a situação em que se encontram os presos no DPJ de Vila Velha. Em um local que cabem 36 presos estão 266. (informação do You Tube)
O relatório enviado à ONU destaca a ocorrência de 328 óbitos no sistema carcerário capixaba em 2008. Todos estes dados revelam a total falência do sistema penitenciário.
Leia mais na Folha Online
Apacs na Assembleia Legislativa de MG
Capela da Apac de LeopoldinaA formação de um grupo de estudos com representantes do Executivo, Legislativo, Judiciário e do Ministério Público estaduais com o objetivo de modificar a Lei de Execução Penal no Estado, possibilitando que as Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (Apacs) sejam dotadas com um orçamento próprio. Essa foi uma das sugestões apresentadas em audiência pública da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, realizada sexta-feira (12/3/10), que contou com a presença de representantes de 24 Apacs, localizadas em Belo Horizonte e no interior do Estado. Na reunião, também foi defendida a concessão de uma suplementação orçamentária para as Apacs em 2010 no valor de R$ 10 milhões.
"Nas Apacs, os criminosos são transformados em cidadãos". Com essa frase, o desembargador Joaquim Alves de Andrade defendeu o trabalho desenvolvido na Apacs. Segundo ele, o método Apac é hoje uma referência no Brasil, mas também no restante do mundo, já que a própria Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu a sua eficácia.
10 de mar. de 2010
Barbárie carcerária brasileira será debatida na ONU
O economista bem educado governa no ES um sistema prisional que envergonharia o soba do Uzbequistão
NA PRÓXIMA segunda-feira, dia 15, o governador Paulo Hartung (PMDB-ES) tem um encontro marcado com o infortúnio. Depois de anos de negaças, o caso das "masmorras capixabas" será discutido em Genebra, num painel paralelo à reunião do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. Hartung tem 52 anos, um diploma de economista e a biografia de um novo tipo de político. Esteve entre os reorganizadores do movimento estudantil no ocaso da ditadura. Filiou-se ao PSDB, ocupou uma diretoria do BNDES, elegeu-se deputado estadual, federal, e senador.
9 de mar. de 2010
Dia Internacional da MULHER, no Presídio de Cataguases
8 de mar. de 2010
Barbárie no Espírito Santo
Presídio Novo Horizonte - Inspeção do CNJSÍLVIA FREIREDA AGÊNCIA FOLHA
O sistema prisional do Espírito Santo -superlotado e violento- será exposto na Comissão de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, no dia 15. O tema foi levado por ONGs à plenária da sessão anual do conselho, iniciada na semana passada.
Mulheres sob julgamento
João Baptista Herkenhoff
Na sociedade brasileira, a mulher ainda é discriminada e oprimida. Se há discriminações e opressões atingindo o negro, o migrante, o trabalhador modesto, o pobre, essas discriminações avultam quando estão encarnadas na pessoa de uma mulher – a negra, a mulher migrante, a trabalhadora modesta, a mulher pobre.
Na minha vida de juiz creio ter tido um olhar de ternura para com as mulheres que, oprimidas, tiveram de sentar-se no banco dos réus.
No dia desse julgamento, a sala de audiências estava cheia. Alguém tomou a iniciativa e recolheu a quantia suficiente para comprar a passagem de que a moça precisava.
Terminei minha decisão com estas palavras:
“Lamento que a Justiça não esteja equipada para que o caso fosse entregue a uma assistente social que acompanhasse esta moça e a ajudasse a retomar o curso de sua jovem vida. Se assistente social não tenho, tenho o verbo e acredito no poder do verbo porque o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Invoco o poder deste verbo, dirijo a Deus este verbo e peço ao Cristo, que está presente nesta sala, por Neuza. Que sua lágrima, derramada nesta audiência, como a lágrima de Madalena, seja recolhida pelo Nazareno.”
6 de mar. de 2010
Até que enfim: CNJ define que crimes contra a vida passam a ser prioridade no Judiciário
3 de mar. de 2010
Fundação da APAC Feminina de BH

PARA ASSEMBLEIA DE FUNDAÇÃO
DA APAC FEMININA -BH
A Comissão Representativa para Criação da APAC Feminina de Belo Horizonte convoca a todos os interessados para a Assembléia Geral que acontecerá na Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais, situado a Rua Timbiras 1532, 6º andar, Centro, Belo Horizonte MG, às 19:00 horas, no dia 16 de março de 2010, com a seguinte ordem do dia:
1. Fundação da Associação de Proteção e Amparo ao Condenado-Feminina da Comarca de Belo Horizonte.
2. Eleição do Conselho Deliberativo da Associação de Proteção e Amparo ao Condenado -Feminina da Comarca de Belo Horizonte.
3. Eleição da Diretoria Executiva e dos Conselheiros Fiscais da Associação de Proteção e Amparo ao Condenado - Feminino de BH.
4. Aprovação do Estatuto da Associação de Proteção de Amparo ao Condenado -Feminina da Comarca de Belo Horizonte.
O evento contará com a presença dos interessados da Comunidade e representantes das várias esferas do poder público ligadas do processo de execução de pena.
Belo Horizonte, 12 de fevereiro de 2010
Andreza Lima de Menezes
Comissão Representativa para Criação da APAC Feminina de Belo Horizonte
Apoio:
GRUPO DE AMIGOS E FAMILIARES DE PESSOAS EM PRIVAÇÃO DE LIBERDADE
www.antiprisional.blogspot.com - antiprisional@gmail.com
Tel. (31) 3037-0710 - Cel. (31) 96319907
Av. dos Andradas, 367, sl.258a, Centro, Belo Horizonte/MG
2 de mar. de 2010
O leitor de UNAÍ pergunta: "Quem fiscaliza essa decadente privação de liberdade?"
“Quanto mais graves são as penas e as medidas impostas aos delinqüentes, maior é a probabilidade de reincidência. O sistema será, portanto, mais eficiente, se evitar, tanto quanto possível, mandar os condenados para a prisão nos crimes pouco graves e se, nos crimes graves, evitar o encarceramento demasiadamente longo”.
1 de mar. de 2010
Estudante da PUC é baleado por policial
DO "AGORA"
O estudante Thiago Humberto da Silva Esteves, 24 anos, aluno de administração da PUC, foi baleado por um policial militar na madrugada do último sábado na região da Água Rasa (zona leste da capital paulista).
10 de fev. de 2010
RACISMO
Um chute no peitoJosé Luiz Grando*
É desta forma que o estado trata sua população pobre, que parece nessa sociedade ter culpa de suas necessidades.
Quando o policial chutou o peito do jovem negro, A. 16 anos
Ele chutou todo um povo oprimido por uma máquina capitalista e racista que insiste em desferir o desrespeito a quem também paga o seu salário.
É muito importante neste momento a periferia de Itajaí cobrar, soltar a voz com todo o poder que o povo tem por seus direitos, e muitas vezes chegando ao extremo de ter que implorar por sua vida, agradecer por não ser morto, pedir perdão por ser negro e desculpas pro ser pobre.
É essa a democracia que a nossa cidade deseja?
Onde só o rico tem o direito de aproveitar a vida sem nos dar chances de viver?
Vivemos em estado de sitio sem estarmos em guerra e o nosso inimigo é o governo burguês. Não podemos alimentar essas injustiças nas urnas, a consciência que os políticos são corruptos é clara em Itajaí e aos olhos de qualquer cidadão.
Voltem - se, para o São Vicente, Imaruí, Promorar e Rio bonito, subjugados por serem bairros de pobres e alheios a toda forma de violência policial. E a elite ainda reclama da violência alimentada pela pobreza causada por eles que resulta em mortes.
Que a todo o momento, a cidade de Itajaí lute por seus direitos abra os olhos contra a opressão do governo que manda a policia nos matar.
“Nossa liberdade, só será alcançada através da revolução em nossas mentes com os olhos abertos para toda forma de injustiça”
*Militante Negro
Itajaí, 02 de fevereiro de 2010
5 de fev. de 2010
O Judiciário na berlinda
Os nordestinos lideram o ranking da desconfiança. Respectivamente, em Salvador e em Recife, 79,2% e 78,7% dos entrevistados disseram duvidar da honestidade ou imparcialidade do Judiciário. Em seguida vieram Rio de Janeiro (71,7%) e São Paulo (71,4%). Completam a lista Belo Horizonte (68,5%), Brasília (67,4%) e Porto Alegre (59,5%).
Conflitos
Outro ponto mal avaliado pela população foi a capacidade de solução de conflitos. Na média nacional, 60,6% dos que responderam à pesquisa afirmaram que o Judiciário não é competente ou tem pouca competência para solucionar conflitos. Mais uma vez, Recife puxa essa média e destoa das outras capitais: 74,2% dos recifenses não acreditam que o Judiciário seja competente para solucionar conflitos. Na outra ponta da tabela, vem Porto Alegre, com 51,2% das respostas. No segundo lugar, com 62,4% do total está Brasília seguido por Rio de Janeiro (61,5%) São Paulo (60,7%), Belo Horizonte (58,9%) e Salvador (56,8%).
Satisfação
O ICJBrasil procurou avaliar, também, o grau de satisfação em relação ao Judiciário. Dentre uma amostra de 1.588 pessoas, 25,9% participaram de algum processo judicial nos últimos 5 anos. Desta amostra, 30,2% afirmou que ficou muito insatisfeita com a atuação do Judiciário, 38,8% ficou pouco satisfeita, 29,6% ficou satisfeita e apenas 1,5% ficou muito satisfeita.
Lentidão
A lentidão também foi apurada pelo índice. São Paulo continua ostentando o posto de cidade que acredita que o Judiciário resolve os conflitos de forma muito lenta, com 94,6% das respostas, acima da média nacional (93,4%). Já Recife está no outro oposto da escala, com 90,9%. Outras respostas foram Brasília (94,3%), Porto Alegre (91,4%), Rio de Janeiro (92,9%), Salvador (93,8%) e Belo Horizonte (93%).
Leia completo no CNJ
30 de jan. de 2010
Presa é mantida em banheiro de delegacia de MS há um semana
Uma mulher de 23 anos, flagrada ao tentar furtar um desodorante e uma garrafa de bebida de um supermercado, vem sendo mantida presa há mais de uma semana em delegacia de Chapadão do Sul (a 350 km de Campo Grande).Como a delegacia não tem cela exclusiva para mulheres, Loyane Souza Almeida, detida no dia 21, recebeu um colchonete e foi trancada à chave dentro de um banheiro da unidade.
29 de jan. de 2010
O rapper Garnett responde ao Boris Casoy
O comentário de Boris Casoy atingiu todas a classe trabalhadora deste país, não somente os garis. O vídeo do rapper Garnett é uma excelente resposta, não apenas ao pensamento do Boris, que representa o pensamento único das elites, mas a toda espécie de discriminação.
23 de jan. de 2010
BRASIL REGRIDE AO TEMPO DO FAROESTE

Clube de Cabos e Soldados da Polícia Militar oferece recompensa de R$ 5 mil para quem entregar ACUSADOS "vivos ou mortos"
Leia a notícia AQUI no site Último Segundo
Leiam a opinião do leitor Júlio César Pinheiro de Itajubá-MG, no jornal Estado de Minas, 23/01:
22 de jan. de 2010
Porque hoje é sábado
Amanhã não gosta de ver ninguém bem
Hoje é que é o dia do presente
O dia é sábado.
(Vinícius de Moraes)
5 de jan. de 2010
Herança maldita
De 1980 a 2000, 1 milhão de pessoas foram assassinadas no país
Walter Sebastião
2 de jan. de 2010
Vergonha nacional: Bóris Casoy humilha e ofende garis
"O Bóris Casoy representou, nesse ato de fala, a ideologia de uma elite preconceituosa brasileira, que é uma sub-raça ainda existente por estas paragens. Essa elite preconceituosa brasileira considera qualquer pessoa ou segmento do conjunto “não-elite” uma "gentalha"."31 de dez. de 2009
Alípio Freire: As forças internas de ocupação
A mesma torpe e sinistra LSN que o senhor ministro da Defesa Nelson Jobim tenta hoje restaurar, a mando dos seus superiores (os comandantes das Três Armas), a serviço dos interesses que em 1964 empolgaram grande parte da cúpula militar de então. Uma Doutrina e uma Lei de Segurança Nacional que transforma a nossa classe trabalhadora, nosso povo e todos os democratas e homens e mulheres de bem deste País, em "inimigos internos", e achincalha nosso Exército, Marinha e Aeronáutica, conferindo-lhes o papel de polícias, de forças repressivas contra os nossos melhores cidadãos e cidadãs. Uma Doutrina e Lei de Segurança Nacional que transformam, enfim, nossas Forças Armadas, em Forças de Ocupação Interna, para a defesa dos interesses dos grandes centros econômicos internacionais, retirando-lhes e invertendo, assim, o papel mais digno, honrado e decente que deveriam cumprir: o de defensores da nossa soberania, e fiadores da nossa Constituição.
Esses senhores sabem muito bem que não nos propomos a isto a que fomos submetidos; que não nos propomos a qualquer terror que lembre, sequer aparentemente, os métodos por eles utilizados, e que agora tentam acobertar. Sabem muito bem que somos homens e mulheres formados em outros princípios, e que jamais nos utilizaríamos de qualquer dos seus métodos, ou com eles seríamos coniventes. O que pretendemos pura e simplesmente é apenas responsabilização judicial e punição nos termos das leis da nossa República, dos responsáveis diretos pelas torturas e de seus mandantes, garantindo-lhes todo o direito de assistência jurídica e de defesa.
Obviamente, num quadro como o descrito acima, o armistício foi a saída imediata possível – até por que, uma guerra não se perde e não se ganha numa única batalha. Além disto, nenhuma vitória (bem como nenhuma derrota) é definitiva. O certo é que nessa medição de forças experimentada – cujo desfecho esperado pelo ministro Jobim e seus patrões, seria a queda do ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos – Paulo Vannuchi, tal não aconteceu e, se depender dos setores democráticos e mais bem informados do nosso povo, ao contrário do que pretendem os três comandantes militares (os homens fortes do Ministério da Defesa), quem poderá cair será o próprio senhor Nelson Jobim – o que entendemos, seria um grande avanço para a nossa ainda frágil democracia.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091230/not_imp488515,0.php
Lula fecha acordo com ministro, que seria seguido por comandantes das Forças e vê 'revanchismo' em Vannuchi
Christiane Samarco e Eugênia Lopes (BRASÍLIA)
A terceira versão do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), que propõe a criação de uma comissão especial para revogar a Lei de Anistia de 1979, provocou uma crise militar na véspera do Natal e levou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a escrever uma carta de demissão e a procurar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 22, na Base Aérea de Brasília, para entregar o cargo.
Solidários a Jobim, os três comandantes das Forças Armadas (Exército, Aeronáutica e Marinha) decidiram que também deixariam os cargos, se a saída de Jobim fosse consumada.

