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20 de out de 2007

Governador genocida

Balanço do Instituto de Segurança Pública do estado (ISP) mostra que policiais civis e militares mataram 694 pessoas durante confrontos no Rio de Janeiro apenas no primeiro semestre deste ano.
Governador Sérgio Cabral defende ação policial que deixou 12 mortos
Diante das críticas críticas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de entidades civis sobre a atuação da polícia nas favelas, o governador respondeu com ironia e cinismo:

"Eles (OAB e entidades) têm sua opinião e eu que fazer o meu trabalho, que será o mesmo, de combate à criminalidade. Se eu pudesse chegar para esses marginais e dizer: ‘Me devolva esse fuzil, essa metralhadora .30 e a granada, pois vamos fazer um seminário para discutir como os senhores podem devolver’, eu ficaria feliz da vida."

3 comentários:

  1. Alexandre mineiro27/10/07

    Esta cena está parecendo daqueles filmes sobre o nazismo. O governador parece com hitler. Deus nos acuda, a violência "legal" é a mais preocupante.

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  2. Acabei de ver Tropa de Elite, e muita coisa ali me entusiasmou e me incomodou. A naturalização da tortura como meio legítimo para se obter informações, a santificação do Bope, a idéia nde que morador de favela é gado (pode matar qualquer um, o importante é acabar com os traficantes)... Por outro lado, concordo que a classe média burguesinha que compra e consome maconha e cocaína - e está fora da rota do Bope, não vai para prisão (se vai, sai logo), está longe do morro, se drogando nos bairros chiques, É, SIM, RESPONSÁVEL PELA VIOLÊNCIA TAMBÉM.

    Vou escrever sobre isso no meu blog. Ontem o MV Bill esteve aqui em São Luis para uma palestra, e foi ótimo discutir temas ligados à violência, à favela, aos negros etc.

    Os meios de comunicação, em peso, introduzem massivamente a idéia de que a solução para o crime é o masssacre generalizado. Nem a idéia da prisão existe mais, porque é mais barato matar que manter o cara preso, mesmo que a prisão seja uma merda. O sistema penal é falido. Se a prisão servisse realmente para reeducar, muitos problemas já estariam resolvidos, não? Mas não é isso. Não é isso.

    Abraços, parabéns por seu blog.

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  3. Obrigada, Maya, é sempre uma alegria receber sua visita ao meu blog. Você tocou num ponto fundamental:"Nem a idéia da prisão existe mais". Realmente, constarou-se na análise das estatísticas que caiu o número de prisões porque, em vez de prender os suspeitos, estão executando suamriamente. Estamos num verdadeiro fascismo na área de segurança pública. Abraços.

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