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16 de jun de 2007

Mito sobre a prisão

Alegação de inocência
Uma das inverdades sobre o sistema carcerário é que os presos alegam sempre que são inocentes. Isso é uma daquelas falácias que de tanto serem repetidas tornam-se verdades absolutas sem questionamento sobre a veracidade da informação.
Nesses seis anos de jornal Recomeço, nos quais publicamos cerca de 1.500 textos dos detentos, somando todas as edições, nunca deparamos com algum deles negando seu delito. Ao contrário, são extremamente humildes na aceitação da prisão e da condenação. Reclamam, sim, com toda razão, das condições desumanas da cadeia e da injustiça na extensão da pena, com sentenças diferentes para o mesmo artigo penal. Assistem aos que podem pagar advogados serem liberados enquanto os carentes amargam o abandono e até a desinformação sobre seu processo.

O texto abaixo, de uma detenta, é um exemplo da negação deste mito. Vejam a humildade com ela que assume o seu erro e o sentimento de culpa diante da dor que causou aos familiares, ao mesmo tempo em que descreve o arrependimento do seu ato. Quem nos dera se os homens públicos (e privados) deste país tivessem essa decência.

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