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22 de jun de 2007

A violência

  • RONILTON DA SILVA*

    O combate à violência é uma responsabilidade de todos os brasileiros, políticos, padres, pastores, professores, psicólogos, assistentes sociais, agentes comunitários, juizes, delegados, pais e mães, aeronáutica, exército e marinha do Brasil.
    O verdadeiro patriota é aquele que dedica suas energias a luta pela unidade nacional, pelo progresso cultural, econômico e social do seu povo. É aquele que assume as dores e os problemas desse povo como coisa suas, engajando-se na luta pela melhoria do padrão de vida de todos os seus irmãos, sem distinção e sem preconceito. O autêntico herói nacional é aquele que leva essa dedicação ao grau mais elevado possível, sacrificando-lhe os próprios interesses e se preciso for, até a própria vida.

    Com certeza, esta idéia passou na mente de muitos patriotas que lutaram pelo Brasil. D. Pedro I, nas margens do Riacho do Ipiranga, assim como Joaquim José da Silva Xavier.(Tiradentes). A Lei Áurea, assinada em 13 de Maio de 1888, pela princesa Isabel. O Zumbi dos Palmares. O abolicionista Joaquim Nabuco, José do Patrocínio, Luiz Gama, Castro Alves, Rui Barbosa, pessoas como Osório Duque Estrada, Francisco Manoel da Silva. Estes homens tiveram idéias de liberdade e igualdade em favor da concórdia, da confraternização e da paz.
    Hoje temos homens muito mais sábios, estudiosos, poderosos, que perante a sociedade fizeram discursos bonitos, juraram amor pela pátria, diziam lutar pela igualdade e pela paz, mas perderam seu caráter de patriotismo por seu povo, sua gente, sua terra, se corromperam, se venderam, viraram patrocinadores da organização criminosa.
    Mas enquanto tiver pessoas de bem, homens cansados de trabalhar, mas felizes porque trouxeram o pão para o seu lar com o suor de seu rosto, nós não vamos nos acovardar e nem intimidar, eles não vão fazer desaparecer a nossa idéia de paz.
    Vamos fazer um movimento pacifico em favor da paz, através das rádios, revistas, jornais, cartazes, camisetas, eles não podem calar a imprensa e os meios de comunicação porque é a voz do povo.
    Porque há palavras que ferem e matam. Mas também há palavras lindas de pronunciar como igualdade, paz, perdão, amor, carinho, felicidade, bondade, orgulho pelo que são palavras que tocam os corações para dias melhores, sem preconceito, sem racismo. E o mais importante: sem violência.
    Ó, meu filho, vá retirar o capim da roça que as sementes já começaram a brotar.

    Aqueles que perderam a consciência do que é a liberdade também não entendem o que é o valor da vida. Estamos mergulhados num mundo louco, onde reina como expoente a violência, onde se mata por qualquer preço ou por qualquer coisa. O perverso e o iníquo insistem em deixar suas marcas na humanidade, tristes marcas dos poucos e dos loucos que querem se impor pela escravidão do próprio mal que praticam.
    A liberdade humana e seu uso constituem em nosso tempo um grande desafio para usá-la. É preciso entendê-la para que não se faça dela um objeto apenas que se usa quando se quer, ou pior, ainda fazer dela um objeto descartável, joga-se fora o que é mais o nobre e digno do ser humano: a sua liberdade.

* Recuperando de Cataguases

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