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19 de jul de 2007

Polícia espanca skatistas


Um dos adolescentes espancados é filho de um policial
Sobre a notícia de ontem: A polícia de Aécio Neves agride skatistas

Reprodução/Olho Vivo (foto à esquerda)

Um cabo e um segundo sargento da Polícia Militar, à paisana e armados com pistolas .40, foram flagrados pelas câmeras do sistema Olho Vivo ameaçando cinco menores e espancando um deles. Os jovens estavam praticando skate no quarteirão fechado da Rua Rio de Janeiro, na Praça Sete, na Região Central de Belo Horizonte. Os skatistas moram nas proximidades do local e no Bairro Santa Tereza, na Região Leste. Aproveitam as madrugadas para usar o quarteirão como pista, o que estaria incomodando comerciantes, que usam o espaço público para pôr mesas e cadeiras e montar palcos para música ao vivo. O cabo Edílio Mainet Júnior e o sargento Moacir Alexandre Gertrudes são da 6ª Companhia, sediada na Rua Carijós, mas, segundo as vítimas, fazem bico como seguranças de um motel. As imagens mostram os acusados entrando no estabelecimento e saindo com as armas em punho, tentando expulsar os rapazes. Em outras situações flagradas pelas 72 câmeras do Olho Vivo, instaladas no Centro, Barro Preto e Savassi, o carro da PM mais próximo dos locais de crimes é imediatamente acionado, ação recomendada pela corporação. Em uma tentativa de estupro, a vítima foi salva em um minuto e 13 segundos, com a prisão do criminoso. Mas, no caso das ameaças e agressão aos menores – às 2h57 de 24 de abril –, o operador acompanhou tudo pelo zoom de duas câmeras de números 45 e 47, sem alertar o policiamento. As ameaças e agressões duraram12 minutos. Um dos jovens é chutado, estapeado e tem seu skate destruído. O operador do Olho Vivo que acompanhava as cenas da central instalada no quartel do Comando Geral da Polícia Militar, na Praça da Liberdade, focalizou a arma, a truculência, acompanhou os homens deixando a cena do crime, pela Rua dos Tamoios, até sumirem em direção à Avenida Amazonas. Nas primeiras imagens gravadas, os adolescentes estão descontraídos. Fazem manobras radicais nas arquibancadas de concreto, executando saltos e movimentos de baixo e alto graus de dificuldade. De vez em quando, o monitor do Olho Vivo dá um giro de 360 graus com a câmera, para observar a parte de cima da Rua Rio de Janeiro, que está em obras, e a Rua dos Tamoios, em direção às avenidas Afonso Pena e Amazonas. A imagem volta para os jovens. Um deles leva um tombo e sai mancando. Os colegas se divertem com a situação. O cabo surge, começa a falar com os adolescentes em tom ameaçador, com o dedo em riste e outro no gatilho. A câmera focaliza a arma e o rosto do policial. A imagem é afastada da cena, mas volta para o cabo e depois para os jovens, que ficam sentados, acuados, sem reação. O cabo continua falando e gesticulando, freneticamente, com a mão esquerda. Surge o sargento, que, como o colega, carrega uma bolsa atravessada no ombro. Também está armado. Ele se posiciona atrás dos garotos e os ameaça. Um terceiro homem aparece nas imagens, parado no cruzamento da Rio de Janeiro com Tamoios, possivelmente um curioso. Os agressores sobem numa coluna de concreto e continuam ameaçando os jovens, que estão sentados numa parte mais baixa. Nesse momento, o quinto garoto, que o tempo todo ficou afastado dos colegas, se aproxima. Os adolescentes começam a se despedir, com gestos típicos da faixa etária: mão fechada e batendo de leve no punho dos outros. O cabo desce da coluna e começa a chutar um dos adolescentes, que ainda está sentado. Dá vários tapas e socos na cabeça. Depois, tenta agredi-lo também na cabeça com o skate, mas atinge a barriga de um outro, que está próximo. O PM toma o skate do rapaz espancado e tenta, por diversas vezes, quebrá-lo no chão, sem sucesso. Ele insiste, batendo numa quina da arquibancada, até parti-lo ao meio. As partes são arremessadas em direção aos jovens, que saem assustados. Durante as ameaças, o cabo chega a olhar para a câmara, como se soubesse que estava sendo filmado. Os policiais sobem a Rio de Janeiro e seguem tranqüilamente pela Tamoios, em direção à Avenida Amazonas, acompanhados por uma das câmeras. Naquele horário, o Centro estava deserto. DiversãoOs garotos agredidos, todos de 17 anos, lideraram uma campanha no fim do ano passado para eleger, como obra prioritária para a Região Centro-Sul – por meio do Orçamento Participativo Digital –, a construção de uma pista de skate na Praça da Estação. Como não conseguiram, continuaram sem espaço para praticar o esporte. E, como a maioria mora perto da Praça Sete, improvisaram uma pista no quarteirão fechado da Rio de Janeiro, onde o piso é liso. Mas sempre iam de madrugada, quando não há movimento. O estudante V.G. mora no Bairro Santa Tereza, onde também não há pista de skate. Ele sempre se encontra com os colegas na Praça Sete. “A gente estava se divertindo quando os policiais apareceram armados, gritando que ali não era local para andar de skate e falando palavrões. Disseram que não estavam preocupados com a lei, pois eles eram a lei, que com eles era olho por olho, dente por dente. Não havia motivo para tanta agressividade. Quando um deles começou a gritar, nos sentamos no chão e ficamos calados, para não deixá-lo mais nervoso. Tentamos explicar que não tínhamos pista de skate, mas o homem (o cabo) gritava que não era problema dele”, conta V. Quando o sargento apareceu, segundo o menor, o cabo disse que o colega era mais ignorante, que não tinha paciência e iria parti-los ao meio. Alguns dos menores decidiram deixar o local, mas um deles disse que o espaço é público, que estava ao lado da sua casa e iria continuar ali. Foi espancado. Ele é filho do agente da Polícia Civil Gladston Cordeiro, da Delegacia de Preservação da Qualidade de Vida e Ecologia, que pediu as gravações ao Comando da PM, mas foi orientado por advogado e colegas de trabalho a não divulgar as imagens. Ele registrou queixa na Corregedoria Militar e na Ouvidoria-Geral do Estado. O filho do policial seguiu os agressores a distância e telefonou para o pai, que mora na Pampulha. Ao chegar ao Centro, Gladston parou uma viatura da PM e pediu apoio, pois iria atrás de dois homens armados, sem saber que eram PMs. Os agressores foram interceptados na Avenida Olegário Maciel e o caso foi encerrado no 3º Distrito Policial, perto dali, com a liberação dos acusados. Inconformado, Gladston procurou o delegado de plantão na Seccional Centro, fez um relatório e pediu uma guia de exame de corpo de delito para o filho.


Pelo menos, desta vez, houve alguma reação

Agressão a menores chega à Câmara e à Assembléia de Minas
Pedro Ferreira - Estado de Minas

Os dois PMs acusados de ameaçar com armas e de espancar adolescentes skatistas no quarteirão fechado da Rua Rio de Janeiro, na Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte, responderam por outros crimes. O cabo Edílio Mainenti Júnior, natural do Rio de Janeiro – que nas imagens gravadas pelo Sistema Olho Vivo aparece com uma pistola e agredindo um jovem com chutes, tapas e socos, e ainda quebra o skate –, já foi denunciado ao Juizado Especial Criminal da capital, em 12 de dezembro de 2004, por ameaçar uma mulher. Em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, ele respondeu a processo por tentativa de homicídio, mas não chegou a ser julgado. Leia mais: Olho Vivo flagra agressão de PMs a menoresContra o outro militar, o segundo sargento Moacir Alexandre Gertrudes, há uma ação alimentícia em Pitangui, no Centro-Oeste do estado. Agora, pelas agressões aos menores, os dois respondem a um Inquérito Policial Militar (IMP), instaurado pela corporação, depois que o Estado de Minas divulgou as cenas de truculência. Antes, o 1º Batalhão havia instaurado sindicância para a apurar denúncia de agressão aos menores, cometida na madrugada de 24 de abril. As agressões aos jovens chocaram o coordenador municipal de Juventude, Nelsinho Santos. Ontem, ele se reuniu com grupo de skatistas para ver as imagens e encaminhou a denúncia às comissões de Direitos Humanos da Câmara Municipal e da Assembléia. “Os jovens estavam usando um espaço criado para a convivência urbana. A partir do momento em que todos não podem usufruir daquela árera, temos um problema institucional”, disse Santos, que anunciou a construção de duas pistas de skate na Praça JK e no Parque das Mangabeiras, na Região Centro-Sul, e a proposta de criação de uma terceira na área central. Segundo ele, a Praça Sete foi revitalizada e não é apropriada para skatista. “Mas policiais não podem agredir jovens que estão praticando esporte.” Nelsinho defende que a sociedade e a polícia mudem a visão de que skatista é bandido. “Hoje é universitário, empresário e pai de família que andam de skate com os filhos”, disse. Para ele, é lamentável a violência praticada por policiais. Uma das vítimas da truculência policial na Praça Sete é o estudante Leonardo Augusto Brito Bicalho, de 18 anos. Na falta de uma pista de skate no Centro, onde mora, ele e os amigos freqüentavam a Praça Sete, sempre de madrugada, quando o movimento é fraco, até serem ameaçados e agredidos. “Espero que o poder público tome uma providência a respeito. É lastimável que só depois de passarmos por isso é que haja alguma mudança. Só espero que tenhamos algum lugar para praticar nosso esporte com segurança. O erro não foi meu, mas dos policiais. Espero também que eles possam nos ver de outra forma, não como alguém que está ali para depredar o espaço público, um lugar que eu só quero usar como cidadão”, diz o jovem. lamento A presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal, vereadora Ana Paschal (PT), lamentou o incidente: “Sabemos quantos jovens são mortos no tráfico de drogas. E o skate, o futebol, a natação e qualquer outro esporte são caminhos para acabar com a violência. Vamos acompanhar o caso. Os meninos precisam ser ouvidos e vamos apurar os fatos juntos”. O promotor da Infância e da Juventude de Belo Horizonte, Lucas Rolla, conta que é notória a carência de espaço público para crianças e adolescentes da capital praticarem esportes, especialmente o skate, que exige um investimento maior na construção de obstáculos. “É uma questão a ser debatida de forma que motive o poder público a mostrar mais vontade política e investir nos nossos jovens”, afirma. Hoje, segundo ele, os jovens são presas fáceis da marginalidade e não há alternativa para esse público,w que vive em situação de risco. “Se houver um trabalho de prevenção, o resultado será muito melhor. O esporte é um fator importante no combate à violência e a polícia está aí para garantir os direitos das pessoas. Esses meninos vivem em apartamentos, em ambientes pequenos, e só têm a rua para expandir toda a sua energia”, completa o representante do Ministério Público.
Fonte: Portal UAI e jornal Estado de Minas

7 comentários:

  1. Anônimo29/7/07

    Essa denúncia esta certa, tem que denunciar mesmo o que vem ocorrendo; a muitos profissionais na policia de BH trabalhando sério, mas também existem muitos bandidos fardados sendo protegidos pelos seus superiores (oficiais) acoitando coisas erradas, esses também tem que serem acompanhados de perto. Inclusive teria que ter olho vivo na regiaão de venda Nova, há vários policiais trabalhando de forma covarde expecialmente da companhia de policia do bairro Guarani.

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  2. Anônimo26/11/08

    O que mais existem sao esses policias que fazem o que querem pois acham que so porque tem "autoridade" abusam dela.Mas infelizmente nao é toda vez que um policial faz algo que ha algum resultado mesmo nao. Pelo menos dessa vez houve.
    Keep skating!

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  3. Anônimo30/11/08

    Eu trabalho na região da praça sete,e não acho que o policial esta errado,pois diáriamente vejo grupo de skatista na praça sete fazendo uso de droga,danificando o patrimonio público/particular e roubando e agredindo as pessoas que passam pela praça sete.

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  4. Anônimo10/2/11

    E MUITO INTERESSANTE QUE FALAM DA AÇÃO DOS POLICIAS MAS NÃO FALAM, QUE AS SOPOSTAS VITÍMA,JÁ FORAM PRESOS POR VÁRIOS DELITOS E SEMANAS DEPOIS,FORAM PRESOS POR ROUBO NO BAIRRO SANTA EFIGÊNIA E QUE O SER GLEIDSON ENCOMBRIU NOVBAMENTE OS DELITOS DO SEU FILHO E COMPANHEIROS.

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  5. Anônimo22/8/11

    Aos dois f@$# da p@#$ de cima indiferente se são delinquentes ou não, não justifica a ação dos policiais, não podem agredir, e no momento da abordagem os policiais não estavam a serviço, e os adolescentes não estavam fazendo nada de mais. O skt é cultura de rua e sendo assim está envolto e se relaciona com as outra culturas de rua, isto é um meio de se manter seguro nas áreas de prática de seu esporte. E justamente por se relacionarem com transeuntes de qualquer natureza sem conflito q são confundidos com os mesmos. Se vem alguém usar droga ao seu lado, ele não vai deixar de andar de skt por causa disto, se vem um mendigo e para do lado tbm, se vem um bebado tbm, ele nem tá, respeita todos como são e exige o mesmo respeito. Agora a atitude fascista, exclusória e marginalizadora dos 2 acima é parte do sistema vigente, trabalham como escravo, zumbizados pela televisão (seu único entretenimento) e foram por diversas vezes injustiçados pela vida e acham um atitude normal q outros tbm sofram por simplesmente fazer o q gostam. Assim como estes fascistas tem uma vida desgraçada querem q os outro tbm tenham.

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    1. Anônimo4/3/12

      O bundão vc teve ser daqueles que fica debaixo da saia da mãe ném para estudar, para escrever um M deste, fica vendo as coisas pela tv e se acha,que tem condição de falar.
      São estes fascistas que deixa a familia em casa e sai para rua para de proteger,tomar tiro e de dar o direito de escrever um monte de M.

      P.S: Após o devido processo legal a justiça absorveu os PM.

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    2. Anônimo18/5/13

      cidadão que fala que esqueitista é tudo trabalhador e gente boa porque ele não convida os mesmos para uma festinha em sua casa e lhes ofereça sua irmã de presente.

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