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11 de jun de 2009

Torturas: americana e brasileira

NÓS, TORTURADORES










O site Observatório da infância elogiou o caderno Megazine de O Globo, dirigido predominantemente ao público jovem, por divulgar o lançamento do romance "Guantánamo Boy" (Editora Agir), da escritora inglesa Anna Perera, com relatos da tortura em Guantánamo.
Sinto uma grande indignação quando leio notícias na mídia brasileira sobre as torturas nessa famosa prisão. Quem somos nós para denunciar tortura em outros países? Um país como o nosso em que se tortura à revelia, onde se matam "suspeitos" em plena rua, se pratica a "pena de morte" sem julgamento e sem direito à defesa.
O brasileiro deveria ter vergonha e se abster de comentar as torturas nas prisões iraquianas e em Guantánamo, ou em qualquer outro país, até que resolva protestar contra a tortura em seu próprio país. Somos torturadores por formação e cultura. Nossa tortura é oficial, as autoridades sabem e fazem ouvidos de mercador. Os presos são espancados rotineiramente nas prisões brasileiras. E as autoridades sabem e acobertam essa infâmia. Juízes, promotores, secretários, governadores e até o presidente da república sabem. E todos, covardemente, se omitem.
Vejam acima as fotos de uma tortura americana e uma brasileira. Qual é mais covarde e abjeta, se é que se pode "avaliar" tortura?
Sim, ambas são abjetas, mas observem que a tortura do Brasil é em plena via pública e, a não ser aqui no Recomeço, o leitor não verá nenhum protesto contra essa barbárie. E se fazem isso publicamente, imaginem dentro das prisões e delegacias de polícia.

Um comentário:

  1. Heloísa13/6/09

    Tem razão, Glória. Brasileiro gosta é de tragédia internacional.

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