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29 de set de 2008

O emprego acabou

O HORROR ECONÔMICO E OS PRESOS
Em 1997, eu li o livro "O Horror Econômico", da escritora francesa Viviane Forrester. Lá estava o que todos se negam a ver: o emprego acabou. A exclusão não é mais ocasional, mas sim estrutural.
"Que impostura! Tantos destinos massacrados com o único objetivo de construir a imagem de uma sociedade desaparecida, baseada no trabalho e não na sua ausência." E pergunta: "É legal exigir o que não existe como condição necessária de sobrevivência? Uma quantidade importante de seres humanos já não é mais necessária ao pequeno número que molda a economia e detém o poder."
A autora não dedica nenhum capítulo às prisões, ao sistema carcerário, encarregado do lixão de gente que se amontoa com a nova ordem econômica. Não há emprego e não há vida fora do sistema criado pelos poucos incluídos. Se não há lugar e vida para eles, era preciso criar um sistema de eliminação: o sistema penal.
Há muito que a prisão deixou de ser um local de punicão e correção. Junto com os criminosos, estão os deserdados da nova ordem. E são a maioria.
Para um preso obter a liberdade a que tem direito dentro do seu regime, ele precisa apresentar uma carta de emprego. Tem algo mais absurdo?
O trabalho morreu, só nos falta a coragem para enterrá-lo. No mesmo túmulo, é preciso acomodar seu sósia e seu irmão gêmeo, igualmente defuntos: o emprego e o desemprego. A morte foi causada pelo distanciamento desastroso entre o território do trabalho e o da economia. No mundo atual – das multinacionais, do liberalismo absoluto, da globalização, da mundialização, da virtualidade –, o "trabalho", concebido como o conjunto de emprego mais assalariados, é conceito obsoleto, um parasita sem utilidade. (© Associação dos Geógrafos do Brasil - seção Curitiba aqui)

2 comentários:

  1. Karyn Lopez30/9/08

    Concordo em genero, número e grau!

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  2. Anônimo3/10/08

    Ah vai tomar no cu, que babaquice. Não venham meu povo brasileiro é bem maior que essa besteirada. Temos muito poder de mudar o que queremos e não nos entregarmos a pessoas que querem impor um modo de pensar sem o mínimo fundamento científico filosofico.

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